O Macbook, o iPad e o iPhone

O Macbook, o iPad e o iPhone

Para mim, o uso de computadores se divide em duas Eras: a Era Pré-WiFi e a Era do WiFi.

Antes do WiFi, usar o computador era algo estático, por isso a maioria das pessoas tinha um desktop num lugar especial da casa e provavelmente outro no trabalho. A interação com o computador tinha hora certa, lugar certo.

Macbook

Depois do WiFi, qualquer lugar da casa era lugar de computador, justificando então uma máquina portátil, o notebook.

Filmes na cama, trabalho na mesa do café da manhã, navegar na internet na sala vendo televisão. Até no banheiro.

Há quase 3 anos eu comprei meu Macbook. E a forma de eu interagir com um computador mudou pela incrível interface dele. Literalmente eu passei a carregá-lo a todo lugar da casa que eu ia, até na varanda. E passei a usar tudo que ele oferecia. Ele pesa um quilo e pouco e o seguro com uma mão. Já me acostumei com a tela de 13 polegadas e acho totalmente satisfatória e suficiente para eu ver filmes e faço meus trabalhos como nunca fiz. Até atendo pacientes nele no meu consultório aqui em casa.

Eu o levei algumas vezes para o trabalho no posto pois ele tem uma enorme biblioteca médica além do acesso aos sites médicos que eu frequento. Não deu certo. Mesmo pesando pouco, era pesado para carregar até o trabalho e lá não tinha WiFi, apenas o Edge da Vivo que deixava tudo lento e impraticável. Também ele ocupava um espaço que eu não tinha na minha mesa já que eu trabalho com um desktop lá, numa intranet.

Dai, em maio desse ano, veio o iPhone e todo meu atendimento médico mudou de uma forma que nunca poderia imaginar. Os aplicativos offline dele e a facilidade de entrar na internet, mesmo no Edge, disponibilizaram informações precisas, atuais e imediatas. Eu posso trabalhar perfeitamente só com o iPhone me dando cobertura. O problema do iPhone é que ele é muito pequeno para se trabalhar colocando dados nele. Eu podia acompanhar minha timeline nele sem problemas mas pensava duas vezes se iria escrever algo. Confesso que nunca vi nenhum filme no iPhone. A tela é pequena para isso na minha opinião. Só escutei músicas nele uma vez. Prefiro meu iPod Classic que tem efetivamente toda minha biblioteca musical. Assim, eu usava o iPhone como , pasmem, telefone e consultas de material médico.

A história podia acabar por aqui e eu ainda viveria feliz para sempre com os dois. Porém, tive uma oportunidade de ter um iPad.

Eu não estava sedenta por um iPad nem via necessidade de um. Mas…

Há cerca de uma semana o iPad chegou.

Minha sensação é que ele é um iPhonão sem ser telefone.

Meu atendimento médico continuou exatamente igual com ele. Inclusive, hoje dei uma saída para um cigarro e estudar um caso e esqueci o iPad, fui só com o iPhone e estudei o caso normalmente. No meu caso, todos os aplicativos médicos do iPhone funcionam no iPad e vive versa.

O iPad cabe na minha bolsa gigantesca. E o carrego com muita facilidade sendo perfeito para levar para qualquer lugar.

Tentei ver filmes nele na cama, como faço toda noite e a imagem é linda, mas tenho que ficar de pernas dobradas para apoiá-lo. Então, voltei para o Macbook.

Tentei trabalhar com ele na mesa da cozinha, como faço todas as manhãs mas a posição dele faz doer meu pescoço. Eu já encomendei uma capa com apoio lá no Dealextreme e assim que chegar acho que esse pequeno incomodo vai ser resolvido.

Pontos positivos do iPad? Ele é maravilhosamente lindo. Uma peça incrível de tecnologia e eu sei com certeza ainda não estou totalmente familiarizada com todas as possibilidades e sua inovadora interface.

Tudo num iPad é lindo.

Lindo mesmo.

Acredito que eu ainda nem arranhei a superfície de coisas legais dele.

Eu sei que não é um iPhonão. Sei que a culpa de não aproveitá-lo totalmente é minha e sei que é só uma questão de tempo.

Eu vejo o Cardoso com o iPad dele e parece que ele está usando outro aparelho que eu. Impressionante.

Se eu recomendo o iPad?

Um grande SIM! O iPad supre todas as deficiências do iPhone. E o iPhone volta a ser um telefone. Um telefone maravilhoso.

E o Macbook? Continua sendo meu queridinho e centro nervoso de minha vida digital.