Moda é só jeito de vestir?

Moda é só jeito de vestir?

Já reparou como o que a gente veste reflete totalmente a nossa personalidade? Talvez você responda: “claro, é meu estilo!”

Moda é só jeito de vestir?

Certíssimo, mas não é só isso. A moda, em geral, reflete também o período histórico. Quer um exemplo? Assistindo à novela Chocolate com Pimenta, da Rede Globo, é fácil perceber que Olga (a vilã de Priscila Fantin) não vive na mesma época da pestinha Doris (vivida em Mulheres Apaixonadas por Regiane Alves). É claro, a novela das seis se passa nos anos 20, 80 anos antes de Mulheres.

A moda reflete também cultura: no Brasil será difícil encontrar um homem usando saia, já na Escócia…

Ela representa uma forma de arte, ou vai dizer que as criações que aparecem nas passarelas de Jean-Paul Gaultier ou nas de John Galliano são feitas para ir trabalhar? Ela comunica, ou você pensava que o fato de os punks vestirem preto (revolta e idéia de depressão) e os médicos, branco (transmitindo pureza e assepsia) são mera coincidência?

Nada na moda é por acaso. Não foi sem querer que James Dean fez sucesso com aquela calça justa, lambreta e jaqueta de couro, bem como Mary Quant não acordou simplesmente pensando: “bem que eu podia criar uma minissaia…”

Moda é só jeito de vestir?

E para começar, vamos ver como nasce a moda, assim do jeito que a gente conhece hoje, sempre mudando. Em 1860, o inglês Charles Worth se rebela contra as dondocas que encomendam vestidos dos alfaiates e impõe: eu sou um artista e a partir de hoje, as roupas serão minha criação; não sou um operário que executa ordens de damas da sociedade.

Daí em diante, a moda nunca mais foi a mesma…