Categoria: Negócios

Tirando o cliente do hospício

Quem passou por todas as experiências envolvendo a contratação de um serviço certamente entenderá minhas palavras: parem de categorizar os clientes como loucos apenas porque eles não gostaram do resultado.

Já tive a visão de estagiário, designer, assistente de arte, diretor de arte, coordenador e, hoje, tenho a visão de dono de empresa, que tanto atendo clientes quanto também eu contrato fornecedores para desenvolverem projetos que fogem da área de atuação da minha agência. Portanto, tenho cacife para falar do assunto.

Cada vez que um cliente emite uma opinião contraria a minha (empresa), procuramos entender a razão para, assim, ajustarmos nosso trabalho, aperfeiçoar o processo, alinhar cada funcionário com o feedback para que os próximos trabalhos, sendo para o mesmo cliente ou não, sejam sempre melhores que os anteriores. E garanto: a maioria dos clientes não é louca.

O que diferencia um cliente louco de um normal é o atendimento prestado pela empresa, a forma de se relacionar para, sinceramente, entender o que o cliente precisa e espera do trabalho que ele está contratando. Muitas agências se limitam a falar apenas ao telefone ou e-mail, usam um sistema de briefing quadrado e técnico que não permitem qualquer profundidade no projeto, e certamente o trabalho não atingirá o mesmo resultado que poderia se a preocupação fosse além de pegar informações, mas principalmente entender o perfil de quem contrata.

Pela demanda de trabalho, é mais fácil padronizar um processo para conseguir atender o máximo de pedidos possível do que investir tempo de acompanhar cada projeto, mesmo que esta decisão lhe faça atender menos clientes: quantidade ou qualidade?

Em toda minha carreira presenciei diversos perfis de profissionais e diversas formas de se reclamar do pedido de um cliente, às vezes a raiva era tanta no ambiente que se o cliente entrasse pela porta e perguntasse aonde era o banheiro já resmungavam “puta merda, o cara enche o saco e ainda quer cagar no banheiro que eu uso…”.

Calma.

Aqui na agência toda apresentação é um projeto novo, e aprendemos a entender que cada empresa possui vários clientes dentro: cada pessoa que ali trabalha é um cliente.

Repare: sempre que dá problema em um trabalho, as pessoas falam mal da empresa, e não da pessoa que a está representando no ato de contratar o trabalho. Em uma mesma empresa você pode fazer trabalho para uma pessoa calma, outra que seja desesperada, ou aquela pessoa que some e aparece somente dois dias antes da entrega final. Dica: não olhe para o cliente como uma força abstrata e pragmática que contrata as empresas, mas sim que quem está contratando é uma pessoa que representa uma companhia.

Além de diversas experiências que passei em toda a minha carreira, teve uma palestra que me fez abrir os olhos para muitos detalhes a respeito do relacionamento com o cliente: Mike Monteiro fala com maestria sobre o assunto no evento Creative Mornings San Francisco.

2011/03 Mike Monteiro | F*ck You. Pay Me. from San Francisco Creative Mornings on Vimeo.

É fácil colocar a culpa no cliente, principalmente quando os frustrados artisticamente se sentem ofendidos quando seu trabalho é reprovado. Lendo um livro sobre sintaxe da comunicação visual encontrei uma interessante diferenciação entre os trabalhos criativos: belas artes é pessoal, a expressão do artista sem qualquer compromisso profissional (isto é, de contratação) e artes belas é o trabalho no campo artístico desenvolvido com compromisso profissional, para expressar o que lhe é pedido.

Ou seja, tem muito designer sentindo dores de artista. Sim, você é um artista, mas você trabalha em uma empresa para prestar serviços aos contratantes, você é pago para fazer o trabalho que lhe é pedido. Conciliar sua visão com a expectativa do cliente é a chave da negociação, que só acontece por meio de relacionamento, que não é ligar ou trocar e-mail com informações técnicas, mas sim uma aproximação pessoal para compreender aquele projeto com a mesma visão do cliente.

Não estou sendo pejorativo com os criativos, mas quero abrir os olhos: se um cliente não gosta do resultado, ele tem toda liberdade para isso e para pedir mudanças, afinal, é ele quem está contratando a empresa que você trabalha. Não podemos ter a soberba de querer sempre empurrar goela abaixo do cliente algo que nós gostamos, existe um abismo considerável entre nossa visão e a expectativa pessoal do cliente (este, representado por uma pessoa, que nem sempre interpreta os reais valores da empresa onde trabalha).

Isso vale para qualquer área, os profissionais precisam ter mais maturidade em lidar com as broncas de cada dia e aprender que o respeito deve prevalecer. Um outro exemplo (desta vez nacional) foi a palestra com Ian Black, Martha Gabriel e Eric Messa que tive o prazer de assistir no Desencontro 2012: lá tive mais um reforço de minha teoria quando o Ian falou sobre a experiência que ele tem com seus clientes em sua empresa, ressaltando o quão gratificante e bacana é trabalhar para eles.

Claro que existem casos à parte que, depois de passada a tormenta, geram ótimas histórias, risadas, cases de (in) sucesso e exemplos de personalidade a serem evitadas em um próximo projeto, mas ainda assim o hospício das reclamações certamente está mais cheio de profissionais imaturos do que clientes que perdem a linha.

A semana de experiência, visão e ação de Zuckerberg. E o que virá depois da Lua de Mel?

Semana passada foi um marcante para o Mark Zuckenberg. Em menos de 7 dias eles teve marcos da sua experiência, visão e ações de vida:

– Fez 28 anos na segunda, dia 14/05;

– Fez o IPO da sua empresa, o Facebook, na NASDAQ, conseguindo a maior capitalização da história de uma empresa de tecnologia em sua estréia ao mercado de capitais;

– E casou-se com sua namorada Priscilla Chan no dia seguinte (último sábado, dia 20/5), depois de anos de namoro.

Semana intensa para Mark: aniversário, IPO da sua empresa e casório. Vai demorar para ter outra assim…

Mas em vez de falarmos da vida particular dele, vamos falar dos seus projetos empreendedores e o futuro que nos agrega mais né? 😀

E foi a experiência, a visão e algumas ações que permearam não só o sucesso de uma pessoas, seja ela empreendedora ou não, mas toda a trajetória do Mark.

Quer ver?

Vamos começar da vida que ele levou ANTES de construir o Facebook.

a) Experiência: Parece piada falar de experiência quando um cara tem 20 anos e funda uma mídia social, mas sim o cara já era experiente no assunto. Vejam só:

– Ele desenvolveu no colégio um software que identificava as músicas que você ouvir e sugeria outras para conhecer conforme o gosto de cada usuário. Recebeu a proposta de compra do seu passe pela Microsoft por US$ 1 milhão, mas recusou – um notável exercício de soberba que tornaria-se um trunfo mais tarde. A idéia, segundo ele, era do software ser livre a todos.

Gates tentou adquirir “o passe” de Mark antes da faculdade. Não conseguiu, mas seu 1,5% do Facebook lhe rendeu uma boa grana do mesmo jeito.

– Ao entrar em Harvard ele construiu um aplicativo que indicava disciplinas disponíveis para montagem das grades horárias e os alunos nelas presentes, bem como o caminho contrário. Ou seja você descobriria se aquela menininha fantástica da aula de psicologia estaria sexta a tarde numa aula de economia ou de marketing, sacaram? Bem como quem são seus potenciais colegas na escolha da aula de matemática financeira. O Course Match foi um sucesso em Harvard em 2003 e já deu certa notoriedade ao Mark.

– Aqui o exemplo final que todos conhecem: o Facemash. Que realmente derrubou o servidor de Harvard no final de 2003.

b) Visão de mercado: “Como assim, o cara é de TI, programador!” Diriam alguns. Pois é. Por isso Mark chegou tão longe. Ele é um cara de TI que tem uma “visão do jogo” excelente. Talvez aí esteja a coisa de conectar os pontos que o seu guru Steve Jobs tanto falou em Stanford – ele juntou o fato de ser um programador de mão cheia com a percepção das demandas humanas em conversações e comportamentos específicos. Vejam só:

– Mark sabe que um cara não quer ter um iPod, iTunes ou sabe-se lá Deus o gadget de música que for com uma banda. Consumidor de música sempre quer explorar mais, conhecer outras coisas aderentes ao seu gosto. Isso é comportamento do consumidor. Soma-se isso com a programação, logaritmo para lá, base de dados para cá e… lembram-se do player musical que ele criou no colegial? Voi lá!

O Course Match já vai para uma linha um pouco diferente, mas ainda muito social. A construção da grade horária perfeita. Para sua formação acadêmica e/ou para deleite dos seus olhos e/ou coração. Muitos aqui são universitários, vão entender…

– O Facemash vai na brincadeira básica que todo universitário(a) e mesmo adulto(a) fazem: Quem é a pessoa mais bonita do(a) [insira aqui o ambiente o qual estão inseridos você a sua turma].

Réplica do Facemash. E que atire o primeiro gadget a pessoa que nunca fez uma comparação entre meninas(os) para dizer quem é a mais bonita(o)?

c) Senso de ação: Conhece o ditado “O medo de perder tira a vontade de ganhar”? Pois é. Mark deve conhecer de algum jeito. Tudo bem que ele teve um empurrãozinho com umas bebidas na cabeça e um fora da namorada da época, mas ele foi atrás de construir o Facemash mesmo conhecendo que haveriam riscos à sua carreira acadêmica construindo-o.

Tudo isso que falamos seria bacana, mas ainda não chegamos ao dia 4 de fevereiro de 2004. O dia em que o registro thefacebook.com foi lançado ao ar por Mark Zuckenberg. Que novamente guia-se por estes três fatores ao lançar a ferramenta:

O que você estava fazendo em 11/2/2004, quando esta tela foi ao ar pela primeira vez?

a) Experiência: Os aplicativos e programas lançados anteriormente deram bagagem para novas aventuras de Mark. Mas a principal delas vem da encrenca com o Facemash, que quase custa sua expulsão de Harvard: o problema surgiu porque ele tomou as fotos de diretórios acadêmicos da universidade. Se as próprias pessoas adicionassem suas atividades (como no Course Match)  em conjunto com as fotos (como no Facemash) não haveria problema algum – estaria quem quiser com a exposição que lhe convier. Conectando os pontos novamente sacaram?

b) Visão de mercado: Lendo o livro “O Efeito Facebook” – biografia autorizada sobre o site – há no início um tema interessante: havia entre alunos a demanda pela digitalização dos anuários com as fotos dos calouros e formandos. Não somente em Harvard mas em outras faculdades. Havia alí uma oportunidade de mercado que Mark abraçou, somando valor ao fato de tornar o anuário um depositório das atividades e das redes dos alunos de Harvard.

Livro “O Efeito Facebook” conta detalhes (oficiais) da trajetória da empresa.

c) Senso de ação: Havia às vésperas do lançamento do Facebook a promessa da universidade de lançar um site com as fotos dos alunos. Mas esbarrava na burocracia em construir um site e lidar com possíveis reclamações legais de alunos. Mark novamente antecipou-se aqueles que tem medo de perder e lançou sua plataforma contando com a colaboração e co-criação dos alunos – o que seria fácil já que havia demanda.

Querem ver onde estes três itens se repetem novamente? No sucesso retumbante do Facebook em seu caminho até o IPO:

a) Experiência: o acúmulo de dados gerados por nós todos os instantes na mídia social criada por ele alimenta o logaritmo que torna mais assertivo as táticas de publicidade online – principal fonte de renda do site, com 85% dos US$ 4 bilhões de faturamento em 2011. Logaritmo, assertividade… isso não lembra o player de MP3? Hoje o Facebook é o segundo principal canal de anúncios na net, atrás somente dos links patrocinados do Google.

É a direita do consumidor que ocorrerá o embate publicitário online entre Facebook e Google Ads. E não pensem que é à direita a toa: é o local que o olho mais acessa numa página por causa da barra de rolagem.

Suas experiências no convívio universitário e humano também são raízes que fomentam frutos até hoje. Informações básicas presentes na página principal do usuário? “A Rede Social” mostra que foi um insight durante uma aula sobre as informações essenciais de uma pessoa que outra quer – faz o que, onde, faz aniversário quando e se tem compromisso. Assim como a Timeline assemelha-se ao álbum com fotos e momentos da vida dos filhos que mães (principalmente nos EUA) colecionam, o mural é a lousa em branco onde cada um recado a todos que ali passam e o Like simplesmente é a sua aprovação – o “Isso é legal” de toda aprovação a algum comentário feito por terceiros que você pode dizer “Olha, vou contar para meus amigos também” e… compartilhar.

b) Visão de Mercado: Aqui o principal triunfo do Facebook frente a outras mídias sociais do gênero. Além dela oferecer todos os recursos possíveis (textos, fotos, vídeos e até games) sua estratégia de distribuição é fator crítico para o sucesso: ela nasce em Harvard e segue conquistando passo-a-passo, uma a uma, as faculdades da Ivy League – as 8 principais escolas universitárias estadunidenses, onde todo adolescente quer estar e os agentes de mudança do país são formados (e de certa forma, admirados). Só depois ele começa a alastrar-se para outras faculdades, regiões, países.

Percebam que por aqui não foi diferente. O nascimento do Facebook aqui vem das experiências que os brasileiros em fase universitária tinham nos EUA ou Europa. Como não havia o Orkut (mídia social do Google que vingou rapidamente aqui e na Índia, mas devidamente esquecida em outros lugares), para manter o contato com quem conheceu lá fora criava-se um novo perfil. Quem via a ferramenta do amigo(a) voltando achava interessante, via uma plataforma com mais funções e menos confusa e fazia o mesmo. O processo demandou alguns anos, mas finalmente em 2011 o Facebook tomou o lugar do Google como mídia social mais utilizada no país.

c) Senso de ação: Mark não teve dúvidas quanto a importância do apoio de um cara como Sean Parker como mentor e acelerador do processo de expansão do Facebook, ao contrário do seu sócio brasileiro Eduardo Saverin. Também não hesitou em ir ao Silício, onde vinha a ser o local ideal para lançamento da sua startup ao invés de ficar recluso ao ambiente de Harvard/Boston, novamente debatendo com Saverin. Contratar pessoas certas (há diversos nomes de razoável sucesso no topo da estrutura do Silício, alguns egressos do Google, Microsoft e outras empresas consagradas), cercar-se de bons investidores (Microsoft e Elevation Partners, do Bono, são dois deles)  no momento certo – quando precisava de verba para ganhar escala – são outros exemplos de boas decisões.

Mas talvez a melhor delas pareça a todos como uma não decisão: a demora para entrar na bolsa de valores.

Seja bem vindo. Mas se você não entregar o resultado que queremos… Ai ai ai…

Por quê? Mark sabe que os olhos dos investidores estarão massivamente de olho na sua empresa. E investidor não costuma ter paciência com empresas que possuem oscilações de receita, lucro e/ou concorrências inesperadas – justamente o cenário que o Facebook encontrará. Lembrem-se que é um site que possui praticamente uma única fonte de receita e precisa reinventar-se sempre para continuar no topo, afinal alguém em outro quarto de universidade, em qualquer lugar do mundo agora, pode construir seu substituto.

A trajetória de empresas de tecnologia de sucesso na NASDAQ demanda ter estômago de aço. Geralmente partem de uma demanda forte, muito em função da marca forte e “fresca” na mente dos consumidores e mercado, sofre um forte revés no seu preço em virtude do crescimento do negócio (por exemplo: Facebook praticamente dobrou receita e lucro em 2011. Se a economia global soluçar e o site crescer menos de, sei lá, 60% em 2012, as ações certamente vão cair. Se aparecer um Pinterest da vez então…) e, se conseguirem consolidar sua posição de líder ou referência, retomam o crescimento trimestres depois e aí sim adquirem o status de estrelas da bolsa. Os principais exemplos são Amazon e Apple (esta na volta de Jobs ao comando).

Acabei avançando um pouco na quarta e última parte deste mapa da trajetória do Mark e de seu Facebook. O que vem por aí?

a) Experiência: Vai precisar de jogo de cintura para lidar com o mercado de capitais, que vai pegar no pé do crescimento espetacular da mídia social. Eles vêem a oportunidade de ganho que o resto do mercado (e da economia – local e global) não possui, por isso tamanho oba-oba em Wall Street. Uma desacelaração e já discutirão o modelo de negócio da rede. Um novo concorrente com crescimento espetacular, idem.

b) Visão de Mercado: Mark sabe que já é e brigará com gente grande – f-commerce? Amazon e muitos outros. Publicidade? Google. Uma loja de aplicativos? Apple do seu guru Jobs. Ou seja, se ele precisará dar o passo além que estes caras ainda não deram caso queira entrar em Oceanos Vermelhos. Para navegar Oceanos Azuis o ideal seria (a princípio – vai que tem algo que ainda não vimos?) maximizar as formas de receita do site, indo além dos links e possíveis comissões com aplicativos e games. Mobile é outra frente a explorar, uma vez que metade dos acessos já é feita por dispositivos móveis. Vejam este ótimo estudo da Publicis Londres sobre o futuro do Facebook sob 9 hipóteses de remuneração.

c) Senso de ação: Aqui vai misturar-se com os dois acima, mas ter postura firme e não ceder aos anseios dos novos acionistas quanto a possíveis mudanças forçadas no seu planejamento ao site. Colocar a frente grandes projetos de inovação ao Facebook constantemente, seja via aquisições de outras startups (como o Instagram) ou pelas famosas Hackathons promovidas ao redor do planeta. E atrair/reter as melhores cabeças do mercado – um dos maiores receios é que, com mais de 900 milionários agora dentro da sua estrutura, Mark perca alguns destes profissionais para iniciativas próprias.

Virão das mentes brilhantes de uma Startup adquirida como o Instagram ou das hackathons as inovações que manterão a trajetória de sucesso do Facebook.

Acredito que é isso. Falar sobre futuro em tecnologia é muito complicado, mas o Facebook tem talentos, oportunidades e agora dinheiro para, se não perpetuar-se como líder, consolidar-se como uma grande empresa de internet. Só não pode repousar sobre o berço explêndido, caso contrário pode ter destino parecido com a AOL e Yahoo! – líderes de outrora que permaneceram com o modelo de negócio estático e hoje estão a beira do ostracismo.

Mark também precisará de experiência, visão e ações para tornar seu casamento com Priscilla um sucesso, mas isso não é da nossa importância né?

Blog Grátis, Blog Pago… Qual a Melhor Opção?

Dizem que “de graça, até injeção na testa”. Mas alguém acredita mesmo que, num serviço totalmente gratuito, a qualidade seja comparável – ou ao menos similar – a de um serviço pago? É claro que não! Então, antes de começar a criar blogs, deve-se ter em conta diversos fatores. Eles determinarão se você pode contar apenas com uma ferramenta grátis para criar seu blog, ou se suas necessidade vão além.

Opção de Blog Grátis

Serviços gratuitos sempre existiram, e provavelmente sempre existirão – na verdade, é óbvio que nada têm de gratuitos, pois bancam seu custos com exibição de propaganda e divulgação de serviços diversos, ou da própria marca. No entanto, é preciso ter consciência de que, ao utilizar algo sem pagar, você não terá qualquer direito a fazer reclamações, pedidos e até mesmo a ter acesso aos conteúdos que venha a criar. Isto para não contar que, num caso extremo, poderá perder meses de trabalho em um piscar de olhos – basta que o servidor grátis, por exemplo, resolva fechar as portas, sem aviso prévio, levando suas preciosas publicações…

Para iniciar e manter um blog, vários serviços podem (ou não) ser pagos:

Domínio

O domínio, para os leigos, é o endereço do seu futuro blog – aquela coisa formada geralmente por www.nomedoseublog.com ou www.nomedoseublog.com.br, entre outras variações. Se estiver usando um serviço de blog grátis, você poderá ter um domínio automaticamente. O WordPress gratuito, por exemplo, oferece blogs com a extensão wordpress.com; o Blogger, usa o blogspot.com. Cada plataforma tem seu próprio domínio, e usando as gratuitas, você terá obrigatoriamente que usar estes domínios também.

Ou seja, o endereço de seu blog não será www.nomedoseublog.com.br (ou similar), e sim algo como nomedoseublog.blogspot.com (Blogger) ou nomedoseublog.wordpress.com (WordPress gratuito) ou nomedoseublog.tumblr.com (Tumblr). Isto pode ser um inconveniente caso você queira algo mais personalizado, ou mais próximo do padrão .com.br.

Neste caso, você terá que adquirir um domínio pago (isto se a plataforma der suporte a domínios pagos). O custo gira em torno de R$25,00.

Vale notar também que ter um domínio próprio, pago, eleva a credibilidade do blog, já que diariamente são criados milhares de blogs que não passam de testes ou pior: blogs de spam ou conteúdos inapropriados, que sempre usam domínios grátis. Nesse caso, mesmo que seu blog seja excelente, fica prejudicado pela “má-companhia”, reduzindo a relevância dele perante motores de busca e na blogosfera de modo geral.

Hospedagem

A hospedagem é o “lugar” onde os arquivos de seu blog ficarão armazenados, e de onde serão acessados por seus visitantes – ou seja, compreende o armazenamento e acesso dos arquivos. Ferramentas gratuitas, claro, não cobram nada pela hospedagem, mas colocam algumas limitações – nada muito diferente de hospedagens pagas de baixo custo; além de oferecer menos recursos de forma geral.

A Melhor Opção de blog gratis

Que legal, então não preciso gastar com hospedagem também“. Sim, desde que seus projetos não sejam de grande importância. Isto porque, confiando seus conteúdos a um servidor gratuito, você poderá não ter acesso a alguns deles, ou até perdê-los. Suponhamos que seu blog com mais de mil posts caia na “malha fina” e seja identificado erroneamente como blog de pirataria. O que pode acontecer é o banimento do seu precioso blog, e para recuperar tudo, pode ser bem complicado… Além disso, alguns tipos de arquivo podem não ser aceitos em certas plataformas gratuitas, o que não acontece em hospedagens pagas.

Além disso tudo, está o fator largura de banda, que nada mais é senão o quanto seu blog poderá transmitir de dados mensalmente para os visitantes. O wordpress.com, blogspot, Tumblr, entre outros, não costumam apresentar problemas, mas no caso de hospedagens próprias de baixíssimo custo, o risco de ficar na mão é real. Então, é bom pagar um pouquinho a mais, e procurar empresas que outros usuários tenham recomendado.

Melhorias (Temas, Plugins)

O wordpress e blogspot oferecem temas e plugins gratuitos, mas em quantidade reduzida em relação às opções pagas. O WordPress, por exemplo, conta com uma galeria de temas na ordem da centena, contra milhares no WordPress pago. Com os plugins não é diferente. É de se esperar que, naturalmente, pagando, tenha-se bem mais opções do que na versão grátis.

Manutenção

Outros gastos, como manutenção do blog (como fazer se acontecer um bug e você não conseguir resolver de jeito nenhum? Jogar o blog fora e começar outro ou pedir ajuda de um profissional?), podem ocorrer casualmente, mas se você tiver bons conhecimentos de programação de sites e blogs, o que inclui HTML, PHP, Javascript, etc, estes custos podem ser muito reduzidos ou zero.

Falando de dinheiro, estes são os principais gastos que você pode ter se escolher serviços pagos ou grátis.

Mas Qual Escolher, Afinal?

Como disse, isso vai depender do que você quer para seu blog. Que tipo de pretensões tem sobre o futuro dele? Ser um pro, com milhares de visitas diárias, ganhando dinheiro e vendendo produtos e serviços, ou só passar o tempo, escrevendo por diversão, sem nenhum compromisso? Dificilmente alguém quer gastar com algo que não tem futuro ou que é só “lazer”, ainda mais se houver uma opção grátis, mesmo que de qualidade duvidosa.

Lembre-se que grande projetos começaram com pretensões bastante modestas. De repente, o blog que você fez para compartilhar informações com um grupo de amigos, cai no gosto de muita gente e logo você se vê diante de muito mais visitas do que estava estruturado  para ter – e começam os problemas com servidor, blog fora do ar, spam às centenas… Aí, uma ferramenta grátis certamente não será o suficiente.

Se você ao menos quer ter um blog respeitável, com sólidas perspectivas de crescimento, e principalmente, se já tem alguma experiência com blogs, a melhor opção é usar ferramentas pagas – elas lhe darão toda a segurança e conforto que precisa para crescer. Isso, somado à dedicação no trabalho e no contante aprendizado, poderá levar seu blog às alturas.

Se por outro lado, está em sua primeira investida no campo, tem pouquíssima experiência no assunto e na informática de modo geral, se o blog não é tão importante (você não teria um grande problema se perdesse o blog de repente), então a gratuidade pode ajudar com o aprendizado que você precisa para, num futuro breve, partir para planos maiores.

Como usuário de WordPress, sempre vou recomendar esta plataforma como a melhor para criar seu blog, seja ele gratuito ou pago. Para saber um pouco mais sobre o assunto, recomendo que leia meu outro artigo, publicado em meu outro blog, o Tutoriart: Diferenças Entre WordPress.com e .Org.

Em breve, vou aprofundar a comparação entre as plataformas de blog por aqui. Por enquanto é isso. Se tiverem opiniões,

Drible a alta do dólar turismo e viaje sem prejuízo

O dólar turismo está mais caro. A moeda, considerada o principal índice de câmbio internacional, já ultrapassou a margem dos três reais e não favorece em nada quem pretende colocar os pés no exterior.

Se a ideia é ficar dentro do país, o período é ótimo. Por outro lado, para os países estrangeiros, as dificuldades começam na compra das passagens e vão até o momento de levar aquelas lembrancinhas para casa.

Mas não se apavore. É possível viajar de forma controlada e evitar prejuízos. Mesmo com o dólar turismo tão alto, alguns destinos podem ser econômicos e bastante interessantes.

Veja como é possível planejar uma viagem com orçamento menor e descubra destinos propícios para conhecer nesse momento de valorização da moeda norte-americana.

Drible a alta do dólar turismo

Explorar as ruas de Buenos Aires a pé é um ótimo programa. Foto: iStock, Getty Images

Dólar turismo: Opções baratas na América Latina

Uruguai

Do ladinho do Brasil, é possível ir ao Uruguai até mesmo de carro. O país é repleto de natureza e praias. Nas ramblas, é possível relaxar e desfrutar de paisagens da imensidão marítima no meio de cidades como Punta Del Este.

A capital, Montevidéu, é um centro econômico forte e cheio de atrações baratas, mas nem por isso menos interessantes. Dá para visitar museus de arte, teatros, mercados, shoppings, bares e o comércio de rua.

Argentina

Na Argentina, também vizinha do Brasil, está a cidade de Buenos Aires. Lá, o dólar turismo quase não afeta os passeios. A Casa Rosada, sede da presidência, e o Caminito são atrações que encantam qualquer visitante.

Puerto Madero é uma região considerada bastante elegante na capital argentina. Bares e restaurantes preenchem o local, ideal para encontros românticos.

Honduras

No meio das Américas está Honduras, um país repleto de florestas tropicais e praias caribenhas. Em Tegucigalpa, a capital, você encontra opções de passeios que levam a antigos centros da civilização maia. Os preços são bastante atraentes e você nem sentirá que o dólar turismo está custando mais de 3 reais.

Viajando para longe na alta do dólar turismo

viaje sem prejuízo

Grécia

Recentemente, a Grécia passou por uma crise econômica. Nesse país do Mediterrâneo, a alta do dólar turismo é pouco sentida pelos visitantes. Aproveite para conhecer as ilhas de Mykonos e Santorini, que têm boa infraestrutura turística.

Os preços de hospedagem variam bastante. Na ilha de Creta, as opções gastronômicas são diversas e você gasta pouco. O valor mais alto vai ser o das passagens aéreas.

Índia

Para ir de mochilão ou conhecer o lado mais sofisticado do país, a Índia é um dos destinos mais baratos. O país possui inúmeros pontos turísticos, desde as montanhas do Himalaia até os palácios.

Os preços variam muito, sendo mais altos nas cidades como Nova Déli e Mumbai. Também é possível economizar viajando de trem e se hospedando em hostels, que possuem valores acessíveis e boas acomodações.

Indonésia

Se você é apaixonado por praia, certamente já sonhou em visitar a Indonésia. O arquipélago é formado por milhares de ilhas e atrai principalmente surfistas. As ondas de Bali, Comodo e Sumatra são algumas das mais procuradas para quem se dedica ao esporte.

Em Jacarta, a capital, os hotéis têm preços bem acessíveis. Hostels também estão presentes em guias turísticos do país. Procure aquele que cabe melhor no seu bolso.

Pronto para viajar sem gastar muito? Conte para nós qual é seu destino favorito! E não esqueça de curtir nossa página no Facebook para conferir dicas de bem-estar e ficar ligado em todas as novidades do Vivo Mais Saudável.

6 dicas para um controle de gastos sem mistério

O controle de gastos contribui para manter a vida financeira saudável e conseguir honrar com as despesas assumidas. Além disso, também orienta a tomada de decisões futuras com mais segurança e tranquilidade.

Fazer o planejamento das finanças pessoais permite saber quando se pode gastar e quando é preciso economizar, mantendo o saldo no azul e evitando imprevistos. Assim, fica mais fácil ter controle e não cair na tentação de comprar algo que não seja necessário, ou que não caiba no orçamento naquele momento.

Registrar ganhos e despesas facilita a tomada de decisões financeiras. Foto: iStock, Getty Images

Primeiros passos para o controle de gastos

1. Organize os ganhos e gastos

Pode ser com uma planilha, um caderno ou até mesmo um aplicativo de celular, mas o importante é “colocar no papel” todos os ganhos e gastos mensais. Assim, você consegue fazer uma previsão bem específica, que facilita o controle de gastos.

Com a planilha, você fica sabendo quando pode gastar e quando precisa segurar as rédeas. Se a conta final entre entradas e saídas der um resultado negativo, é hora de começar a cortar algumas despesas.

2. Reconheça os tipos de despesa

Para planejar as finanças pessoais com eficiência, é preciso conhecer os tipos de gastos e quanto eles representam da sua renda. Identifique o que é essencial (moradia, contas básicas, transporte) e o que é dispensável ou passível de redução (academia, roupas, beleza). Diferenciar essas despesas ajuda no controle financeiro, principalmente quando surgem imprevistos ou é preciso economizar.

3. Controle os impulsos

Organizar, planejar e prever os gastos não vai adiantar, se você não seguir os planos e controlar os impulsos de consumo. Uma boa dica é, antes de comprar qualquer produto, pensar bem se aquilo realmente é necessário naquele momento. Se a resposta for sim, mas o saldo não permitir a compra, programe esse gasto para o próximo mês em que for possível encaixá-lo no planejamento. Saiba Mais Problemas financeiros tiram o sono e afetam a saúdeFuja do endividamento com dicas simplesOrganize sua planilha de gastos e tenha controle das finanças

Economias para o futuro

4. Economize no dia a dia

Pode não parecer, mas pequenos cuidados no dia a dia podem fazer uma grande diferença no fim do mês. Atitudes como apagar a luz quando você não estiver no cômodo e fechar a torneira ao escovar os dentes, por exemplo, contribuem para quem quer ter controle de gastos e economizar nas despesas fixas.

5. Tenha uma reserva

Ninguém está livre de passar por imprevistos financeiros e ter gastos surpresa num momento ou em outro. Para que isso não prejudique as despesas fixas nem resulte em novas dívidas, é indicado ter sempre uma reserva para emergências. Guardando uma pequena quantia todo mês, fica fácil juntar um bom fundo para essas situações.

6. Mude os seus hábitos

Planejar as finanças pessoais de forma certa e fazer ocontrole das despesas é uma tarefa que exige disciplina e dedicação. A mudança de hábitos é muito importante para seguir o planejamento e manter-se no azul. A recompensa no fim do mês vale a pena: não falta dinheiro para os gastos fixos e, com o tempo, até sobra uma quantia para a poupança.

Para você, qual é a parte mais difícil do controle de gastos? Deixe um comentário! E aproveite para conferir outras dicas de bem-estar aqui no Vivo Mais Saudável.

10 Mentiras mais usadas pelos clientes para web designers

1. Tem como fazer de graça agora e na próxima vez a gente compensa?

Claro. Vou ficar o mês inteiro (dependendo do tamanho do trabalho) trabalhando de graça pra você sem ganhar nada; afinal não preciso pagar as minhas contas… tudo bem, quem sabe depois de alguns anos você não resolve fazer outro trabalho comigo. Haha! Piada né?

Mentiras mais usadas pelos clientes para web designers

2. Nós só iremos pagar depois que o trabalho final for aprovado.

Mesmo problema da lorota desculpa anterior. Sempre peça um sinal antes de começar o trabalho ou então especifique no contrato que você vai receber 10% ao assinar o contrato, 20% depois da segunda etapa e o resto no final do trabalho.

3. Faça esse trabalho pra gente, você terá uma grande exposição e os clientes irão lhe aparecer aos montes.

Se “grande exposição” pagasse contas e colocasse comida na mesa, quem sabe? Mas como até hoje isso não aconteceu, eu prefiro receber em dinheiro. Por acaso você diz para o médico “o senhor pode fazer essa cirurgia em mim, todos os meus amigos irão ver! Assim o senhor vai conseguir vários clientes!” Acho que ninguém diria isso a um médico certo? Então por que dizer a um designer?

4. Nós ainda não temos certeza se contrataremos você, por que você não deixa esses esboços comigo para que eu fale com o meu sócio?

Em menos de meia hora, ele já terá ligado para 10 agências, 20 designers e 3 sobrinhos perguntando quanto eles iriam cobrar para fazer exatamente o que você descreveu no seu esboço. E no outro dia você será informado de que você estava cobrando muito caro e que infelizmente o sócio dele fechou o negócio com outro designer. E você fez uma consultoria gratuita para ele. Sugestão: antes de fechar o negócio, não deixe nenhum material, esboço ou algo do gênero com o cliente.

5. Pra que contrato? Afinal você é o meu camarada não é?

Claro que sou, mas já diz o velho ditado “amigos amigos, negócios a parte”. Afinal pra que por em risco uma bela amizade por causa de um pequeno um mal-entendido durante o projeto ou por causa de um “disse-não-disse” ? O contrato é essencial, sempre!

6. Me mande a conta depois que você mandar o trabalho para a gráfica.

Por que não pagar antes? Afinal, você já fez o seu trabalho! Essa é uma tática muito usada para pedir alterações no trabalho depois que ele já foi aprovado pois como você ainda não recebeu o seu pagamento, você será “obrigado” a fazer estas alterações.

7. Mas o último webdesigner fez isso por R$ XXX !

E o que você tem com isso? Se o outro webdesigner fez mais barato, contrate-o! Pois se o cliente está falando com você, quer dizer que o outro cara não era tão bom né? Valorize o seu trabalho, não cometa esses absurdos que vemos hoje na internet de pessoas que se auto-proclamam webdesigners cobrando 200-300 reais por um site.

8. Nosso budget máximo é de R$ XXX.

Então ele que arranje um sobrinho dele que faça por esse preço. Se ele só dispõe de R$ XXX para gastar com o projeto, então deixe claro para ele que você pode até fazer por esse preço mas que o resultado será respectivo ao valor pago. Não estou falando para você fazer de qualquer maneira, mas ao invés de fazer o site em AJAX com Ruby e Silverlight, faça-o em XHTML e PHP.

9. Nós não temos como lhe pagar por esse trabalho no momento. Tenho uma idéia, você faz esse de graça, nós iremos ganhar um dinheiro e depois lhe pagamos!

Essa é clássica! Se eles estão falando que estão sem dinheiro é porque a coisa deve estar realmente feia e já devem ter uns 15 na lista de pindura. Quando ele ganhar um dinheiro, se ele ganhar, com certeza terão várias pessoas na sua frente para receber. A não ser que você tenha um espírito empreendedor e queira investir no seu cliente, não concorde com essa idéia.

10. É que estamos sem dinheiro…

Evitar essa desculpa é impossível, então para resolver essa questão sem se estressar, já dê o valor um pouco mais alto, assim, quando o cliente começar a barganhar você desce o preço até o real valor.