Autor: Gwendolyn Oliver

A semana de experiência, visão e ação de Zuckerberg. E o que virá depois da Lua de Mel?

Semana passada foi um marcante para o Mark Zuckenberg. Em menos de 7 dias eles teve marcos da sua experiência, visão e ações de vida:

– Fez 28 anos na segunda, dia 14/05;

– Fez o IPO da sua empresa, o Facebook, na NASDAQ, conseguindo a maior capitalização da história de uma empresa de tecnologia em sua estréia ao mercado de capitais;

– E casou-se com sua namorada Priscilla Chan no dia seguinte (último sábado, dia 20/5), depois de anos de namoro.

Semana intensa para Mark: aniversário, IPO da sua empresa e casório. Vai demorar para ter outra assim…

Mas em vez de falarmos da vida particular dele, vamos falar dos seus projetos empreendedores e o futuro que nos agrega mais né? 😀

E foi a experiência, a visão e algumas ações que permearam não só o sucesso de uma pessoas, seja ela empreendedora ou não, mas toda a trajetória do Mark.

Quer ver?

Vamos começar da vida que ele levou ANTES de construir o Facebook.

a) Experiência: Parece piada falar de experiência quando um cara tem 20 anos e funda uma mídia social, mas sim o cara já era experiente no assunto. Vejam só:

– Ele desenvolveu no colégio um software que identificava as músicas que você ouvir e sugeria outras para conhecer conforme o gosto de cada usuário. Recebeu a proposta de compra do seu passe pela Microsoft por US$ 1 milhão, mas recusou – um notável exercício de soberba que tornaria-se um trunfo mais tarde. A idéia, segundo ele, era do software ser livre a todos.

Gates tentou adquirir “o passe” de Mark antes da faculdade. Não conseguiu, mas seu 1,5% do Facebook lhe rendeu uma boa grana do mesmo jeito.

– Ao entrar em Harvard ele construiu um aplicativo que indicava disciplinas disponíveis para montagem das grades horárias e os alunos nelas presentes, bem como o caminho contrário. Ou seja você descobriria se aquela menininha fantástica da aula de psicologia estaria sexta a tarde numa aula de economia ou de marketing, sacaram? Bem como quem são seus potenciais colegas na escolha da aula de matemática financeira. O Course Match foi um sucesso em Harvard em 2003 e já deu certa notoriedade ao Mark.

– Aqui o exemplo final que todos conhecem: o Facemash. Que realmente derrubou o servidor de Harvard no final de 2003.

b) Visão de mercado: “Como assim, o cara é de TI, programador!” Diriam alguns. Pois é. Por isso Mark chegou tão longe. Ele é um cara de TI que tem uma “visão do jogo” excelente. Talvez aí esteja a coisa de conectar os pontos que o seu guru Steve Jobs tanto falou em Stanford – ele juntou o fato de ser um programador de mão cheia com a percepção das demandas humanas em conversações e comportamentos específicos. Vejam só:

– Mark sabe que um cara não quer ter um iPod, iTunes ou sabe-se lá Deus o gadget de música que for com uma banda. Consumidor de música sempre quer explorar mais, conhecer outras coisas aderentes ao seu gosto. Isso é comportamento do consumidor. Soma-se isso com a programação, logaritmo para lá, base de dados para cá e… lembram-se do player musical que ele criou no colegial? Voi lá!

O Course Match já vai para uma linha um pouco diferente, mas ainda muito social. A construção da grade horária perfeita. Para sua formação acadêmica e/ou para deleite dos seus olhos e/ou coração. Muitos aqui são universitários, vão entender…

– O Facemash vai na brincadeira básica que todo universitário(a) e mesmo adulto(a) fazem: Quem é a pessoa mais bonita do(a) [insira aqui o ambiente o qual estão inseridos você a sua turma].

Réplica do Facemash. E que atire o primeiro gadget a pessoa que nunca fez uma comparação entre meninas(os) para dizer quem é a mais bonita(o)?

c) Senso de ação: Conhece o ditado “O medo de perder tira a vontade de ganhar”? Pois é. Mark deve conhecer de algum jeito. Tudo bem que ele teve um empurrãozinho com umas bebidas na cabeça e um fora da namorada da época, mas ele foi atrás de construir o Facemash mesmo conhecendo que haveriam riscos à sua carreira acadêmica construindo-o.

Tudo isso que falamos seria bacana, mas ainda não chegamos ao dia 4 de fevereiro de 2004. O dia em que o registro thefacebook.com foi lançado ao ar por Mark Zuckenberg. Que novamente guia-se por estes três fatores ao lançar a ferramenta:

O que você estava fazendo em 11/2/2004, quando esta tela foi ao ar pela primeira vez?

a) Experiência: Os aplicativos e programas lançados anteriormente deram bagagem para novas aventuras de Mark. Mas a principal delas vem da encrenca com o Facemash, que quase custa sua expulsão de Harvard: o problema surgiu porque ele tomou as fotos de diretórios acadêmicos da universidade. Se as próprias pessoas adicionassem suas atividades (como no Course Match)  em conjunto com as fotos (como no Facemash) não haveria problema algum – estaria quem quiser com a exposição que lhe convier. Conectando os pontos novamente sacaram?

b) Visão de mercado: Lendo o livro “O Efeito Facebook” – biografia autorizada sobre o site – há no início um tema interessante: havia entre alunos a demanda pela digitalização dos anuários com as fotos dos calouros e formandos. Não somente em Harvard mas em outras faculdades. Havia alí uma oportunidade de mercado que Mark abraçou, somando valor ao fato de tornar o anuário um depositório das atividades e das redes dos alunos de Harvard.

Livro “O Efeito Facebook” conta detalhes (oficiais) da trajetória da empresa.

c) Senso de ação: Havia às vésperas do lançamento do Facebook a promessa da universidade de lançar um site com as fotos dos alunos. Mas esbarrava na burocracia em construir um site e lidar com possíveis reclamações legais de alunos. Mark novamente antecipou-se aqueles que tem medo de perder e lançou sua plataforma contando com a colaboração e co-criação dos alunos – o que seria fácil já que havia demanda.

Querem ver onde estes três itens se repetem novamente? No sucesso retumbante do Facebook em seu caminho até o IPO:

a) Experiência: o acúmulo de dados gerados por nós todos os instantes na mídia social criada por ele alimenta o logaritmo que torna mais assertivo as táticas de publicidade online – principal fonte de renda do site, com 85% dos US$ 4 bilhões de faturamento em 2011. Logaritmo, assertividade… isso não lembra o player de MP3? Hoje o Facebook é o segundo principal canal de anúncios na net, atrás somente dos links patrocinados do Google.

É a direita do consumidor que ocorrerá o embate publicitário online entre Facebook e Google Ads. E não pensem que é à direita a toa: é o local que o olho mais acessa numa página por causa da barra de rolagem.

Suas experiências no convívio universitário e humano também são raízes que fomentam frutos até hoje. Informações básicas presentes na página principal do usuário? “A Rede Social” mostra que foi um insight durante uma aula sobre as informações essenciais de uma pessoa que outra quer – faz o que, onde, faz aniversário quando e se tem compromisso. Assim como a Timeline assemelha-se ao álbum com fotos e momentos da vida dos filhos que mães (principalmente nos EUA) colecionam, o mural é a lousa em branco onde cada um recado a todos que ali passam e o Like simplesmente é a sua aprovação – o “Isso é legal” de toda aprovação a algum comentário feito por terceiros que você pode dizer “Olha, vou contar para meus amigos também” e… compartilhar.

b) Visão de Mercado: Aqui o principal triunfo do Facebook frente a outras mídias sociais do gênero. Além dela oferecer todos os recursos possíveis (textos, fotos, vídeos e até games) sua estratégia de distribuição é fator crítico para o sucesso: ela nasce em Harvard e segue conquistando passo-a-passo, uma a uma, as faculdades da Ivy League – as 8 principais escolas universitárias estadunidenses, onde todo adolescente quer estar e os agentes de mudança do país são formados (e de certa forma, admirados). Só depois ele começa a alastrar-se para outras faculdades, regiões, países.

Percebam que por aqui não foi diferente. O nascimento do Facebook aqui vem das experiências que os brasileiros em fase universitária tinham nos EUA ou Europa. Como não havia o Orkut (mídia social do Google que vingou rapidamente aqui e na Índia, mas devidamente esquecida em outros lugares), para manter o contato com quem conheceu lá fora criava-se um novo perfil. Quem via a ferramenta do amigo(a) voltando achava interessante, via uma plataforma com mais funções e menos confusa e fazia o mesmo. O processo demandou alguns anos, mas finalmente em 2011 o Facebook tomou o lugar do Google como mídia social mais utilizada no país.

c) Senso de ação: Mark não teve dúvidas quanto a importância do apoio de um cara como Sean Parker como mentor e acelerador do processo de expansão do Facebook, ao contrário do seu sócio brasileiro Eduardo Saverin. Também não hesitou em ir ao Silício, onde vinha a ser o local ideal para lançamento da sua startup ao invés de ficar recluso ao ambiente de Harvard/Boston, novamente debatendo com Saverin. Contratar pessoas certas (há diversos nomes de razoável sucesso no topo da estrutura do Silício, alguns egressos do Google, Microsoft e outras empresas consagradas), cercar-se de bons investidores (Microsoft e Elevation Partners, do Bono, são dois deles)  no momento certo – quando precisava de verba para ganhar escala – são outros exemplos de boas decisões.

Mas talvez a melhor delas pareça a todos como uma não decisão: a demora para entrar na bolsa de valores.

Seja bem vindo. Mas se você não entregar o resultado que queremos… Ai ai ai…

Por quê? Mark sabe que os olhos dos investidores estarão massivamente de olho na sua empresa. E investidor não costuma ter paciência com empresas que possuem oscilações de receita, lucro e/ou concorrências inesperadas – justamente o cenário que o Facebook encontrará. Lembrem-se que é um site que possui praticamente uma única fonte de receita e precisa reinventar-se sempre para continuar no topo, afinal alguém em outro quarto de universidade, em qualquer lugar do mundo agora, pode construir seu substituto.

A trajetória de empresas de tecnologia de sucesso na NASDAQ demanda ter estômago de aço. Geralmente partem de uma demanda forte, muito em função da marca forte e “fresca” na mente dos consumidores e mercado, sofre um forte revés no seu preço em virtude do crescimento do negócio (por exemplo: Facebook praticamente dobrou receita e lucro em 2011. Se a economia global soluçar e o site crescer menos de, sei lá, 60% em 2012, as ações certamente vão cair. Se aparecer um Pinterest da vez então…) e, se conseguirem consolidar sua posição de líder ou referência, retomam o crescimento trimestres depois e aí sim adquirem o status de estrelas da bolsa. Os principais exemplos são Amazon e Apple (esta na volta de Jobs ao comando).

Acabei avançando um pouco na quarta e última parte deste mapa da trajetória do Mark e de seu Facebook. O que vem por aí?

a) Experiência: Vai precisar de jogo de cintura para lidar com o mercado de capitais, que vai pegar no pé do crescimento espetacular da mídia social. Eles vêem a oportunidade de ganho que o resto do mercado (e da economia – local e global) não possui, por isso tamanho oba-oba em Wall Street. Uma desacelaração e já discutirão o modelo de negócio da rede. Um novo concorrente com crescimento espetacular, idem.

b) Visão de Mercado: Mark sabe que já é e brigará com gente grande – f-commerce? Amazon e muitos outros. Publicidade? Google. Uma loja de aplicativos? Apple do seu guru Jobs. Ou seja, se ele precisará dar o passo além que estes caras ainda não deram caso queira entrar em Oceanos Vermelhos. Para navegar Oceanos Azuis o ideal seria (a princípio – vai que tem algo que ainda não vimos?) maximizar as formas de receita do site, indo além dos links e possíveis comissões com aplicativos e games. Mobile é outra frente a explorar, uma vez que metade dos acessos já é feita por dispositivos móveis. Vejam este ótimo estudo da Publicis Londres sobre o futuro do Facebook sob 9 hipóteses de remuneração.

c) Senso de ação: Aqui vai misturar-se com os dois acima, mas ter postura firme e não ceder aos anseios dos novos acionistas quanto a possíveis mudanças forçadas no seu planejamento ao site. Colocar a frente grandes projetos de inovação ao Facebook constantemente, seja via aquisições de outras startups (como o Instagram) ou pelas famosas Hackathons promovidas ao redor do planeta. E atrair/reter as melhores cabeças do mercado – um dos maiores receios é que, com mais de 900 milionários agora dentro da sua estrutura, Mark perca alguns destes profissionais para iniciativas próprias.

Virão das mentes brilhantes de uma Startup adquirida como o Instagram ou das hackathons as inovações que manterão a trajetória de sucesso do Facebook.

Acredito que é isso. Falar sobre futuro em tecnologia é muito complicado, mas o Facebook tem talentos, oportunidades e agora dinheiro para, se não perpetuar-se como líder, consolidar-se como uma grande empresa de internet. Só não pode repousar sobre o berço explêndido, caso contrário pode ter destino parecido com a AOL e Yahoo! – líderes de outrora que permaneceram com o modelo de negócio estático e hoje estão a beira do ostracismo.

Mark também precisará de experiência, visão e ações para tornar seu casamento com Priscilla um sucesso, mas isso não é da nossa importância né?

Tendências para 20XX e o que isso tem a ver com o seu planejamento

Estamos naquela época do ano de novo. Não falo do natal ou do ano novo, mas sim do meu aniversário do período em que empresas, agências e consultores sentam-se juntos para traçarem suas estratégias do ano seguinte. É um momento fundamental de estruturação das ações que, hipoteticamente, serão responsáveis por levar a empresa a cumprir com a sua missão e concretizar sua visão. De preferência superando a concorrência e gerando o máximo de lucro no processo, claro.

Planejando o próximo ano. Não que isso vá dar certo.

Empreender

É também um momento frustrante, pois planejamos na tentativa de antever oportunidades e ameaças mesmo sabendo que nem todas elas acontecerão exatamente como foram previstas. A inevitabilidade desse fracasso faz parte, e só aumenta a importância do exercício de planejar. No entanto, em uma era de tanta competitividade e overdose de informação ficamos ansiosos para nos mantermos à frente da curva, e esse sentimento alimenta a demanda por um ciclo de artigos, pesquisas e posts que se repetem continuamente apontando “as tendências para o próximo ano”. Ou seja, em nosso exercício “Sísifico” de tentar identificar oportunidades futuras, nos tornamos oportunidade para outros – que certamente agem pautados em interesses próprios. É irônico, talvez poético, ou trágico, dependendo de qual extremo você se encontra. Pior ainda. Como não somos capazes de visualizar o futuro, não temos capacidade de determinar quais destas “tendências” apontadas em pesquisas irão se concretizar de fato ou não, certo?

Errado!

Antes de se empolgar tentando implantar todas as tendências apontadas em pesquisas de terceiros no seu próximo planejamento, observe alguns detalhes.

1. Contexto

Toda pesquisa é realizada dentro de um contexto e este impacta diretamente nos resultados. Falar de mobilidade nos EUA é completamente diferente de falar do mesmo tema no Brasil. No primeiro os smartphones já possuem uma base de usuários consolidada e redes 4G/LTE avançam rapidamente, enquanto no segundo há uma predominância dos chamados featurephones e 4G sequer foi implantada ainda. Ou seja, investir em apps robustos que requerem conexão de alta velocidade faz total sentido no primeiro, ao passo que no segundo um web App simplificado tem potencial para atingir uma maior base de usuários.

Mas mais do que olhar contextos amplos, é nosso dever pensar as tendências aplicadas no contexto do público especifico que queremos atingir.

Voltando ao exemplo da estratégia mobile, observei recentemente no Analytics de um cliente que 20% dos acessos são de usuários do iOS, perdendo apenas para o Windows, e em terceiro lugar vem o Android com 12%. Em outras palavras, 1/3 da audiência é usuária de smartphone. Para ele o contexto certamente é diferente do geral e talvez já nos caiba pensar em mobile como tendência para o ano que vem. No entanto, também tenho clientes cujos acessos via mobile correspondem a menos de 10% do total, tratando-se de um público mais velho que acessa a internet de um desktop no trabalho principalmente. Nesse contexto ainda não é preciso fazer um investimento dedicado em mobile. Ainda.

2. Cuidado com a hype

Às vezes perseguimos tão cegamente a última novidade a fim de obter vantagem competitiva que esquecemos de detalhes fundamentais.

Ao longo de todo o meu curso de Administração ouvi diversas “histórias de terror” acerca de implantações mal-sucedidas de sistemas de ERP, mas todas elas tinham um ponto em comum: a empresa, na ânsia por estar dentro das ‘tendências’, esquecia de envolver toda a organização no processo de avanço. As chances dessa atitude gerar deficiências e custos desnecessários no futuro são grandes.

Imagine a situação: você acredita que a empresa precisa implantar o uso de Social CRM, pois várias pesquisas apontam a sua consolidação como tendência. A empresa resolve bancar a ideia, mas ninguém do atendimento é treinado para saber como usar aquilo. Pior. Não basta conhecer tecnicamente a ferramenta, é preciso entender as vantagens do seu uso e no que ela contribui para o trabalho de quem operacionaliza e para a organização como um todo. Essa última parte parece ser o erro mais recorrente na implementação de novas tecnologias tidas como ‘tendência’. O problema que isso gera são profissionais subutilizando um recurso e por vezes desmotivados, incomodados com o fato de terem que se adaptar a uma nova rotina de trabalho “por nada”. Na hora de pensar em novas tendências para a sua estratégia, o profissional que está na ponta da operação deve ser levado em consideração tanto quanto quem está no topo.

Cada um na sua hype.

3. Monitore e repense

Tendências não surgem de uma hora pra outra no final do ano, tendências são construídas ao longo de meses/anos a partir da busca por novos padrões e difusão dos mesmos dentro de um determinado contexto. Parece difícil de entender? Nem tanto. Como apontei no item 1, a partir de um monitoramento realizado no Analytics pude detectar uma tendência para o ano posterior antes de qualquer pesquisa de fim de ano me dizer – ou não, como no caso do cliente com menos de 10% de acesso mobile. Meses atrás já havíamos otimizado o site para mobile e, a partir dos números mais recentes, já estamos discutindo alguns ajustes mais profundos. Isso me leva a outro ponto: a estratégia não pode ser algo engessado.

Tenha ações, metas e prazos bem definidos, mas não caia no erro de tornar o monitoramento apenas mais um relatório de rotina. Ele deve servir para impactar a estratégia ao longo da sua implementação, balizando-a conforme os resultados verificados até então. Reuniões periódicas são fundamentais para que isso aconteça e todos estejam cientes, reagindo e se antecipando de acordo.

Fazendo esse dever de casa, você perceberá que seu desespero diante do ciclo anual de pesquisas de “tendências para o próximo ano” é completamente desnecessário.

Não estou dizendo que estes estudos são fajutos ou que eles não tem importância, muito pelo contrário. Quando bem fundamentados, são instrumentos essenciais para entendermos o contexto geral antes de partirmos para uma reflexão acerca do nosso caso específico.

Na verdade o que estou querendo dizer é que, se a sua organização pratica o ato de monitorar e repensar sua estratégia continuamente, observa o contexto em que está inserida e olha para a implantação de novos processos de maneira ampla visando todos os envolvidos, o que é tido como “tendência” não passa de uma evolução natural.

Empreender – O que te motiva?

Este post de hoje será provocador.

Na verdade cheguei domingo, na véspera de escrever este texto (e outros para iniciativas bacanas que saberão ainda esta semana) e me deparei com a seguinte pergunta – além de não saber exatamente o que escrever aqui (rs):

Empreender

– O que me motiva a escrever?

Hoje, para mim e todos os baristas deste all star team que é o Café com Blogueiros escrever é uma forma de empreender. Para mim escrever aqui é uma forma de ter minha voz ecoada além dos meus seguidores do Facebook e Twitter, levando a mensagem que empreender é uma, senão a principal, forma à qual chegaremos na plenitude do potencial transformador de um indivíduo, um grupo e/ou uma sociedade.

Ponto interessante: as pessoas possuem como empreender o rótulo de modelar e iniciar um negócio. Ok, é a forma mais tradicional e convencional. Mas não é só isso.

Empreender é um modo de vida. É ir além do trivial, do que o “sistema” quer que você faça. É tomar o rumo da sua vida de fato, e não ficar naquele discurso “ah, no meus sonhos eu teria tal emprego, construiria tal casa, namoraria uma pessoa dessa maneira e todo final de ano iria para Floripa.”

Um cara que lidera o movimento de independência sem derramar sangue no país. E vai dizer que o Gandhi não é o grande case empreendedor do século XX…

Ontem conversando com uma amiga destes novos tempos de empreendedor serial em fase embrionária (rs), ela revisitou uma frase que o coordenador Garcia, na ESPM, disse numa das fases mais complicadas da minha vida pessoal:

“Aprendi em workshops de negociação que o não você já tem. Este é garantido desde o início de qualquer conversa. Você precisa apenas correr atrás do sim.”

Ser empreendedor é acreditar piamente nesta frase. E ver o que acontece até o sim acontecer.

Bom, contextualização feita, vamos ao tema do post – o que leva as pessoas a empreenderem.

Em todos os casos encontraremos o “fazer acontecer”, o que significa que ele não é um motivo e sim a prática em si. Então quando a lâmpada acende? E o principal: como fazer a lâmpada acender para mim?

Bom, se você leu o texto até este ponto e está ansioso para ler o resto, uma boa notícia: você realmente quer empreender. Isso é bacana demais!

A idéia pode vir de diversos caminhos, mas existem alguns caminhos que sempre se repetem:

– A paixão: Você curte alguma coisa. Vamos supor, automobilismo – que é o meu caso. Você quer que aquilo seja muito mais que achar o máximo acordar cedo de domingo para ouvir o Galvão Bueno narrar uma corrida de F1. Você começa a ler tudo que existe sobre o assunto, visita alguns eventos, faz alguns contatos e “entra no jogo”. As vezes cumpre uma etapa de estágio em outra organização e resolve montar a própria com vista em alguma lacuna de mercado não atendida. Ou faz melhor algo que já existe.

Pausa. Aqui já existem os 3 pontos cruciais do modus operandi do empreendedor, independente se ele vai trabalhar com balada, corrida de carros ou numa startup:

a) A mudança de rota – Você era um cara 9-18h ou tinha um estilo e trajetória de vida provável até decidir mudar o rumo e ir atrás do sonho. Isso é completamente empreendedor. Mesmo depois você migrando para uma empresa onde terá salário, chefe, obrigações, etc. Mudanças de rumo significam empreender na própria vida, e isso é mandatório para quem quer evoluir e deixar sua marca no mundo.

b) Repertório e escolhas – Repertório é tudo nesta vida. Empreender requer demais conteúdo por parte das pessoas porque muitas vezes (quando não sempre) a tomada de decisão será solitária. Ao constituir conteúdo e tomar alguma decisão você já está empreendendo dentro do que acredita.

c) Constituição do negócio – Para quem tomar as rédeas da vida não é suficiente há algo ainda mais radical: começar um novo negócio, com base (ou não) no que já existe. Ou fazer algo totalmente novo e ir para o que o mercado chama de “Oceano Azul”. Nem precisa dizer o quão é empreendedor modelar e executar o projeto de uma empresa né?

Navegar pelo Oceano Azul não quer dizer que esteja num escritório no Havaí, e sim que um novo mercado foi descoberto. O termo foi criado com base neste livro excelente.

Paixão acredito que seja o atributo mais importante para quem quer empreender. Já pensou trabalhar em algo que não há identificação nenhuma, começando do zero e com carga suficiente para perder horas de sono ou de convívio social? Nem pensa porque você NÃO fará isso ok? 😀 Mas não é o único conceito que vem à tona na hora de empreender.

– Nada funciona, quero o meu – Aqui temos um exemplo histórico de uma empresa que pensa assim, desde o nascimento até hoje. Empresa que falamos sempre e deveria me patrocinar, porque o que falamos da Apple por aqui não está (ou melhor, está sim, tenho provas! hahaha) escrito.

Quem leu a espetacular biografia do Jobs, sabe que os insights aos quais surgiram dois de seus hits vieram da demanda do pessoal interno por aparelhos “que conseguissem operar e entender”: iPod  e iPhone. Tanto é que eles não são os primeiros MP3 Player e Smartphone, respectivamente. Mas a vontade de construir o aparelhos dos sonhos da equipe de design, de suprimentos, de marketing e principalmente do fundador da empresa foi a mola propulsora para o desenvolvimentos dos iGadgets. Com uma pitada de paixão pelo que faz e visão de mercado sim, mas baseados nas demandas internas.

– Pessoal se %$#@ com isso, vou fazer diferente e/ou melhor – Este é um clássico. Vou pegar o caso do You Tube, este site onde perdemos boa parte do nosso tempo (e se deixar, da produtividade) para buscar os vídeos mais interessantes do planeta.

Se você tiver memória, ou já entrava na net há 15 anos atrás, haviam poucos sites de streaming de vídeo. O negócio era subí-los integralmente para quem quiser baixa-los da mesma forma. Para tempos onde banda larga não existia nem no Vale do Silício direito, imagina como era a experiência para o usuário…

Foi quando os fundadores Chad Hurley e Steve Chen, de posse dos vídeos de uma noite de cervejas e besteiras com o pessoal da empresa (PayPal – outro caso semelhante de insatisfação com a experiência anterior) usou um servidor antigo, um aplicativo da Adobe e criou um domínio para compartilhar os vídeos da sua galera sem precisar do download. O resto é história, 18 meses e US$ 2 bilhões pagos pelo Google depois.

– 1 + 1 = 3 ou mais – talvez um dos modos mais criativos e ousados de empreender está na junção de dois conceitos aparentemente antagônicos para construir uma proposta de valor superior. Pode dar muito errado, mas quando acerta a forma é blockbuster.

Peguem o Porsche Cayenne. É necessária muita ousadia ao empreender um projeto de carro superesportivo off road numa tradicional empresa alemã. Mas o que parecia o encontro de dois conceitos completamente opostos tornou-se o produto mais vendido da montadora, ao ponto de fazer concorrentes como Land Rover, Nissan (Infiniti) e, pasmen, a Ferrari irem atrás de produtos semelhantes.

Quem diria que até a Ferrari se rendeu aos superesportivos de 4×4 e teria o seu. No caso o FF

Apresentando estes conceitos, desafio a você a pensar as seguintes questões:

– O que você realmente gosta, ao ponto de passar anos sem ganhar dinheiro algum apenas pelo prazer de fazer acontecer?

– Você consegue visualizar alguma coisa errada neste setor? Alguma empresa que está fazendo alguma coisa que não achas que é o mais adequado?

– Há algum setor da economia com problemas crônicos os quais você possui alguma habilidade ou plano de salvá-lo?

Mas antes de qualquer coisa, pergunte-se a si mesmo:

– Qual meu propósito de vida? Será que empreender é algo que vai agregar a mim, aos próximos e à sociedade?

– Qual o meu “tesão” por empreender? Por alguma paixão ou por mera oportunidade de mercado e/ou obtenção de capital?

– Estou disposto a passar por apertos financeiros e privações pessoais para correr atrás de criar um modelo de negócio ativo e com potencial de crescimento?

– Construir um legado é algo que realmente me interessa?

Se há respostas certas para estas perguntas? Não. Mas são elas que irão guiá-lo nesta primeira etapa do desafio de empreender.

E não fique constrangido de não saber responder no ato; sinal que estás evoluindo. Afinal o mundo não é feito de respostas – são as perguntas (e suas inquietações) que moldam a evolução e dão o lastro para o sucesso de cada um de nós.

Como escrever sobre os produtos e serviços de anunciante

Quem acha que escrever para o blog de um cliente é fácil está completamente errado. Além de ter que entender muito sobre o negócio é necessário saber sobre o público-alvo, e unir esses dois conhecimentos em busca de fazer com que os usuários se interessem pelas ofertas que a empresa quer enfatizar.

como escrever um artigo patrocinado

Portanto, como fazer isso de forma eficaz?

Primeiro, quando descrevemos algum produto ou serviço, o importante não é se focar nas características, mas sim nos benefícios de comprá-los. O que isso facilitaria, melhoraria, e encantaria na vida dos usuários? Ou seja, demonstrar o que realmente isso ajudaria na vida do indivíduo, e o porquê do investimento por parte deles.

Quando conseguimos extrair essa parte funcional, é possível alinhar com os desejos do cliente, buscando uma atração mais emocional.  Obter o seu público emocionalmente motivado é a chave do sucesso.

Portanto, o segundo grande passo é pesquisar sobre o mercado-alvo para aproveitar os verdadeiros desejos do seu público. Quando se entende o que eles querem, mais ligações você poderá fazer com os benefícios dos seus produtos e serviços e as reais necessidades dos clientes.

Se unir os reais benefícios, com as necessidades e desejos se torna muito mais interessante a compra dessas ofertas de forma que o cliente estará mais satisfeito e convencido que realmente precisa daquele serviço ou produto.

E vocês? Como atraem seus clientes por meio da blogosfera?

Como você se atualiza?

Um dos grandes desafios dos blogueiros é ter que estar sempre atualizado, certo? Afinal, quem vai acessar um blog quer saber sobre novidades, a opinião do blogueiro e ficar mais informado. Se o blog não tem postagens constantes ou o que é escrito é irrelevante, as pessoas vão desistir de acessá-lo. Ou vai dizer que você nunca desistiu de um blog por estes motivos?

acompanhe canais

E com tantas fontes disponíveis na web como manter-se atualizado dos fatos relevantes pro seu público? Como existe uma diversidade enorme de assuntos seria difícil selecionar canais para um ou outro, então destaco, abaixo, algumas dicas de como facilitar seu trabalho de atualização:

Use o Twitter Instagram a seu favor: encontre umas cinco pessoas influentes na sua área, veja quem elas seguem ou as listas que possuem (ou estão inseridas), selecione algumas e passe a acompanhar realmente o que falam sobre temas de seu interesse. Aliás, o Twitter é um dos melhores e ágeis canais pra se manter informado, localize o “@” de revistas e afins e não deixe seu Twitter esquecido, acesse sempre que possível, veja links e conversas que podem ser úteis.

O Reader também pode te ajudar: assine o RSS de diversos blogs e sites, é o jeito mais fácil de conseguir acompanhar tudo.

Participe de grupos de discussão: seja no Facebook ou qualquer outra plataforma de discussão, os grupos são ótimos para saber pontos de vista diferentes e ainda fazer um networking.

Assista palestras: em eventos ou no Youtube as possibilidades de acesso são várias. Palestras podem não ter tanto conteúdo necessariamente novo, mas certamente você vai aprender algo que ainda não sabia. Isso vale para livros também.

Dicas simples e objetivas que podem te ajudar bastante para ter uma boa bagagem de ideias e temas para seu próximo post. E você como se atualiza?

Como escrever um artigo da maneira correta?

A resposta dessa pergunta não é bem simples de responder. Existem diversas formas de escrever para blogs e cada blogueiro, ou iniciante em blogs, acaba desenvolvendo seu próprio estilo com base no que ele vai escrever. Mas, é possível utilizar algumas regras simples e que são, ao mesmo tempo, bem importantes para o sucesso de um blog.

Defini 4 pequenas regras sobre como escrever um bom post com base em algumas perguntas que ouço por aí. Uma delas é quando  alguém diz “Eu não consigo escrever um post, como posso fazer isso?”. Bom, vamos lá:

Como escrever um artigo

Cada post com sua ideia

Quando iniciar um post, escreva em um pedaço de papel uma linha com umas 15 palavras sobre o que você vai falar naquele post (isso foi algo que inventei e que me ajuda bastante). Não tente escrever sobre diversas coisas em um post só, isso vai complicar seu raciocínio e do seu leitor.

Tudo está no título

Imagine quantas informações seus leitores recebem no e-mail, feed de blogs, Twitter, Facebook e outras Redes Sociais, pode ter certeza que são muitas informações. Se você não tem um bom título e focado na ideia principal do seu post, você vai perder muitos leitores.

Entre 400 e 600 palavras

Esta começando a blogar? Então, cuidado com textos muito longos. Tente manter seus posts entre 800 e 2000 palavras, com foco na sua ideia, como citei na primeira dica. Com posts rápidos e interessantes, seus leitores podem se interessar mais em seus artigos e com o tempo você pode aumentar a quantidade de palavras em seus textos.

Imagem ou vídeo?

Uma boa imagem vale mais que mil palavras. Isso é a pura verdade, mas no caso de posts em blogs isso pode ser trabalhado de duas formas. São elas:

  • Em textos muito longos, com até 600 palavras, insira em alguma área que represente bem o título e a ideia do seu post uma imagem que possa dar uma pausa na mente do seu leitor sem tirar o foco da ideia do artigo.
  • Se o seu post não vai ter tantas palavras assim, cuidado com as imagens. Elas podem fazer com que seu leitor leia rapidamente o texto e saia do blog. Nesse caso eu costumo utilizar alguns vídeos que possam representar a ideia do post. Como escrevo muito sobre Social Media, empreendedorismo e comunicação digital, acabo encontrando vídeos bem interessantes sobre casos de sucessos e reflexões de especialistas.

Acredito que a melhor dica é: Crie seu próprio estilo com foco no que seus leitores querem encontrar. Para isso, escreva, escreva e escreva.

A estratégia para identificar blogs relevantes

Então você precisa fazer aquela ação com blogueiros e convidá-los para um evento de lançamento. O cliente sabe que no meio digital tem muita gente que só é chamada por ser amiga do amigo, e por isso quer uma explicação detalhada sobre o fechamento do mailing, afinal, o argumento simples de que o fulano é relevante porque o site tem 50 mil visitas únicas diárias é – digamos – “superficial”.

blogs relevantes

Pode acreditar, a cena que descrevi no abre desse post se já não aconteceu, vai rolar em muito breve contigo. E antes que sua equipe fique de calça curta, que tal discutir um pouco de metodologia prática para definir relevância de blogs?

Apesar de parecer pomposo, definir aspectos para uma metodologia requer um investimento muito maior de tempo do que budget. Até porque a maior parte das ferramentas a serem utilizadas são gratuitas. E mesmo que estejamos falando de uma certa subjetividade, eu digo que para ter um bom mailing de blogs é preciso tempo e massa analítica.

Cinco ações para analisar um blog

Muitas variáveis podem fazer parte desse levantamento. Tudo depende de qual “corrente estratégica” você é adepto. A minha é a do Inbound Marketing, onde aspectos ligados a relevância de conteúdo, SEO e impacto em redes sociais são essenciais. Por isso, ao incluir um blog na minha lista, aspectos como inlinks, perfis e interação com o público terão peso importante na análise.

Mas independentemente do que você acredita, levantei cinco ações que considero essenciais para você desenvolver. Vamos a elas:

– Relevância de conteúdo: não basta ser um top blogueiro, ele precisa ter conteúdo diferenciado para o público de interesse do cliente. Logo, é importante levantar como ele fala do referido mercado, qual a opinião que ele tem acerca do produto, marca ou serviço.

– Ranking e links: utilizando ferramentas de pagerank e de inlinks, é possível ter números importantes de preocupação com construção de conteúdo, influência na rede e teia de contatos e relacionamento.

– Redes Sociais: eis um ponto crucial, pois quando falamos de Inbound Marketing estamos tomando como uma das bases primárias da estratégia a capacidade de ver o conteúdo gerado espalhado pela Mídia Social. O que, consequentemente, gera bom posicionamento do mesmo nos buscadores. Além disso, é importante avaliar como os canais trabalham em prol de discussões complementares ao que é postado nos posts.

– Klout Pessoal: mesmo que todo índice de relevância seja “manipulável”,  considero o Klout, da HubSpot, a melhor ferramenta de análise do mercado. Gratuita, ela é a que leva em consideração o maior número de redes, tendo inserido recentemente o YouTube, Last.FM, Tumblr, Blogger, Instagram e Flickr, além de já ter na sua base Twitter, Facebook e Linkedin.

– Profissionalismo: pouca gente se atenta para esse ponto, mas tomar cuidados com isso pode evitar dor de cabeça, principalmente se você envolverá no contato algum tipo de relação comercial. Midia Kit, pessoa jurídica e recomendação de mercado são apenas alguns dos pontos importantes. Entretanto, é preciso entender mesmo que quando falamos da relação agência x blogueiro, temos de pensar no cliente e no sucesso da estratégia e não na boquinha para um coleguinha ou uma ação de uma-mão-lava-a-outra. Isso faz a diferença entre manter a rodinha de amigos e ganhar relevância real num mercado tão competitivo como o que vivemos hoje em dia.

6 Dicas e ideias criativas para seu próximo post

Quando Blogamos, sabemos muito bem que não é tão simples escrever um bom post. Citei um dia desses que um post leva uns 5 minutos para ser escrito. Eu me equivoquei completamente. Um bom post pode levar alguns minutos e, até, algumas horas. Exige pesquisa, conhecimento sobre o assunto e criatividade.

ideias criativas para seu próximo post

Aprendi, nesses quase 3 anos blogando, algumas formas de iniciar posts novos.

Vou compartilhar com vocês:

Ah, essas dicas servem tanto para blogueiros profissionais, como para blogs corporativos.

1. Escreva guias!
Um guia é uma excelente forma de ensinar suas habilidades ou estratégias sobre um determinado assunto. Elas têm posicionam como um líder de mercado e de pensamento quando você posiciona informações úteis. Faz com que você ganhe confiança em seu mercado e segmento.

2. Crie listas!
Criar listas, como esta que escrevi (e que vocês está lendo), são uma ótima forma de escrever conteúdo rápido, instrutivo e interessante para seu leitor. Ler listas é algo que muita gente faz, não é chato e ela pode selecionar o que realmente quer ler nas Top 10 dicas, por exemplo.

Aliás, você sabe por que criam listas com 10 itens? Não? Conte os dedos da sua mão e terá uma idéia. É mais e podemos contar nas mãos qual dica foi mais interessante. Memorizamos melhor.

3. Fotos e vídeos são legais
Conteúdo multimídia é o que há! Insira posts com fotos, imagens, quadrinhos e, principalmente, vídeos. Se possível, tente criar seus próprios vídeos com algumas dicas. Olhe um exemplo que criamos no blog da agência da qual sou sócio.

4. Faça entrevistas!
Sempre tem alguém do mercado ou da área em que você atua ou em que se propõe a escrever em seu blog que é uma pessoa/personalidade importante e que muita gente gostaria de ler sua história ou idéia. Pronto! Faça uma entrevista com essas pessoas e publique em seu blog. Além de ter um ótimo conteúdo, você fará novas amizades com pessoas importantes.

5. Tenha colaboradores
Essa foi a principal razão pela qual criei o Coletivo Mídia Boom. Sua opinião não é sempre e mais correta. Tenha um canal onde seus parceiros, amigos, clientes e, porque não, seus concorrentes possam disseminar conteúdo. Entenda que compartilhar conteúdo é algo fantástico e trás ótimos benefícios para todos.

Veja o exemplo. Eu sou colaborador do Café com Blogueiros.

6. Não gosta de escrever? Fale!
Crie um podcast em seu blog. Se você tem dificuldades em escrever sobre suas idéias, dicas, listas e criar entrevistas, então crie um podcast em seu blog. Crie uma forma simples de dar suas opiniões e conhecimento através de áudio. As pessoas irão adorar, pode ter certeza.

Blogar não é difícil. Contanto que você tenha a certeza que pode as sabe escrever ou falar sobre o assunto que se propõe a disseminar como conteúdo, tudo se tornará mais fácil e trará grandes benefícios.

O que você achou dessas dicas? Tem algumas para compartilhar conosco?

Ah, bons posts!

Como Usar Fontes do Google Web Fonts na Estilização do Seu Blog

Antes era complicado exibir fontes externas em web design. Além da pouca variedade com permissão de uso na internet, precisava-se criar um arquivo a partir da fonte, no formato .eot, para correta visualização em certos navegadores. Isso sem contar a parte de CSS para criar a estilização.

Como Usar Fontes do Google Web

Fontes externas são aquelas que o visitante da página não tem no próprio computador. Se você usar, por exemplo, a Helvetica em algum estilo no seu blog e o visitante não a tiver instalada, o navegador aplicará outra fonte ali, mudando o design original que você planejou. Dependendo da situação, pode alterar totalmente a formatação da página e até torná-la ilegível, em casos de grande variação de tamanho entre a que deveria ser exibida e a que foi usada em substituição.

Mais recentemente, a vida dos designers web foi facilitada com sites como Fontsquirrel, que oferece centenas de pacotes com todo o kit para o @font-face, regra responsável por tornar a fonte aplicável através da propriedade font-family. No arquivo já estão incluídos diferentes formatos da fonte, para total compatibilidade com os navegadores atuais e até a regra em CSS para aplicá-la.

Mas se você mesmo assim não consegue usar fontes externas porque não tem conhecimento algum de estilização, o Google (sempre ele) oferece uma grande facilidade, o Web Fonts. É uma coleção de fontes para web, onde basta copiar o código fornecido lá e aplicar em seu blog ou site para usá-las, sem maiores complicações como envio de arquivos para seu servidor.

Veja como é simples de usar. Vamos supor que você gostou da fonte Press Start 2P, que quase ninguém tem instalada – mas isso não será problema, pois ela será carregada do arquivo do Google.

Google Web Fonts

1 – Escolha de estilos. Algumas fontes terão vários estilos próprios, como versões em itálico, negrito, leve… se quiser usar muitos deles, vá marcando as caixas. Quanto mais estilos usar, mais fontes serão carregadas, o que vai causar uma pequena perda no tempo de carregamento do blog; logo, se só pretende usar uma versão, carregue apenas ela. Veja o item 5.

2 – Conjunto de caracteres. Dependendo do idioma do site ou blog, pode ser preciso usar caracteres mais extensos. Em condições normais, apenas o Latin é suficiente.

3 – Código. Basta copiar o código fornecido e colá-lo no seu blog. O melhor lugar para fazer isso é dentro da seção <head>, assim a fonte será carregada logo no começo.

Na guia @import, você consegue um trecho de CSS que vai importar a fonte direto pela folha de estilos. Se nenhuma das opções funcionar, ainda resta o código em Javascript.

4 – Integrando a fonte ao blog. É o trecho de estilização que chama a fonte para funcionar; basta colar isso na sua folha de estilos e usar a font-family onde quiser. Por exemplo, se quiser todos os cabeçalhos h1 com aquela fonte, use:

5 – Tempo de carregamento. Quanto mais próximo do vermelho estiver o “velocímetro”, mais aquela fonte vai pesar no carregamento da página que a usa. Então, lembre-se de usar web fonts com moderação para não deixar seu blog lerdo.

Estilização do Seu Blog

Muito simples. Só não saia usando todas as fontes que encontrar, ou o reflexo no tempo de carregamento do blog será cruel. É pra ser apreciado com moderação, muita moderação.

Clicando em Pop-Out, você abre uma janela que exibe todos os caracteres disponíveis na fonte. Isso é importante, pois se ela não tiver acentos e cedilha, apresentará erros com textos em português. Se for o caso, escolha outra fonte.

Moderar Comentários: Um Mal Necessário

Tempos atrás houve um movimento entre os blogs, sugerindo que deixar os comentários liberados (aparecer publicamente assim que postados, com moderação posterior) seria uma boa prática, como incentivo aos comentaristas. Alguns blog grandes adotam esse método. Embora seja mais interessante para o visitante ver sua participação publicada logo, pode ser um problema, a não ser que você tenha uma equipe para monitorar os comentários com frequência, ou faça você mesmo isso ao longo do dia – algo que nem todos podem se dar ao luxo.

Como Moderar Comentários

A questão está no mau uso por parte de uma minoria, que acaba comprometendo o serviço todo. Mesmo que o WordPress ofereça sistemas de moderação automática, que retém comentários vindos de determinados IPs ou que contenham palavras pré-selecionadas, você pode ser surpreendido por ondas de spam que não sejam pegos pelo Akismet, ou pior: comentários ofensivos, que podem se transformar numa dor de cabeça maior.

Responsabilidade sobre comentários: do autor ou do blog?

Como dono de um espaço que foi aberto espontaneamente para discussão, o dono do blog pode ser responsabilizado pelo conteúdo dos comentários. Mesmo que você deixe claro em sua página de políticas de comentários que “os comentários não expressam a opinião do blog” (como alguns fazem), é preciso notar que a opinião só foi publicada ali porque nós demos voz e público a ela.

Em blogs com baixo número de comentários, é muito simples resolver: basta seguir ao painel de controle do seu blog, na opção Configurações > Discussão, e marcar a caixa “Um administrador tem sempre que aprovar o comentário”. Assim, todos eles deverão ser aprovados pelo editor ou dono do blog antes de aparecer publicamente.

Na caixa mais abaixo da anterior, você pode fazer o mesmo, desviando o comentário para a lista de spam.

Uma última solução, caso você tenha muitos comentários e não dê conta de verificar todos, é desativá-los, uma medida extrema e que vai matar uma das principais características de um blog, que é a discussão.

Porque somos responsáveis?

É claro que ter um blog com espaço para comentários, está envolvido um risco natural. Ao publicar o comentário (moderado, ou permitindo que ele apareça sem moderação), o autor / responsável pelo blog assume todos os riscos como publicador daquele texto, mesmo que não concorde com ele.

Comentários

Há casos na justiça brasileira (como você pode ver no artigo citado acima), em que o dono do blog acabou sendo responsabilizado (responsabilidade objetiva – – independente de culpa). Mesmo a possibilidade de identificar o autor do comentário pelo IP não isentaria o dono / responsável pelo blog de sua parte de culpa: ter dado espaço àquele comentário.

Então, tenha muita cautela ao aceitar comentários para não criar uma armadilha pra si mesmo. Depois não vai adiantar dizer que o culpado é o comentarista.