Autor: Gwendolyn Oliver

Neurônio espelho meu, tem alguém melhor do que eu?

Os neurônios espelho ficam localizados no córtex pré-motor e no lobo parietal inferior, mas a maioria de vocês é como eu e não entende nada disso (por mais que eu seja viciado em House, ainda não decorei tudo sobre o corpo humano). Eles agem quando realizamos uma ação ou quando observamos alguém em ação – ensaiamos ou imitamos mentalmente toda ação observada. Essa descoberta, uma das maiores da década, foi feita a partir dos estudos de comportamento do macaco Rhesus.

A Rainha má utilizada o Espelho Mágico, um artefato que só falava a verdade (e não são assim todos os espelhos?), para diariamente conferir se ainda era a mais bela dentre todas as mulheres, até Branca de Neve se tornar uma it girl com dezessete anos e a Rainha, toda recalcada, chorar sangue de tanta raiva a ponto de mandar mata-la.

Neurônio espelho meu

De acordo com Gallese (2005), os neurônios espelho estão relacionados ao aprendizado de novas habilidades e leitura da intenção de outros seres humanos, assim como sua disfunção pode estar ligada ao autismo. Considerando a capacidade que temos de aprendizado, é certo que são importantes para o aprendizado, isto é, influencia a cultura de cada pessoa.

Não sou cientista, mas sou um observador, já li o conto da Branca de Neve e, principalmente, já passei por muitas experiências profissionais, e a relação entre os dois assuntos é o tipo de profissional que você é.

O profissional Rhesus aprende com a observação do que acontece ao seu redor (ou de um superior diretamente relacionado ao seu trabalho), enquanto o profissional Rainha Má isola-se em sua própria magnitude, tendo a si mesmo como referência de aprendizado.
O macaco aprendeu observando, enquanto a Rainha resolveu apenas matar a referência superior a ela. Atitudes como a da Rainha são mais comuns nas empresas do que a do macaco, e quando um perfil Rhesus se destaca, ele automaticamente é reconhecido e admirado por muitos – mas também odiado por alguns.

De certa forma, a Rainha Má odeia o Rhesus.

Infelizmente, é mais comum encontrarmos perfis Rainha Má do que Rhesus: por serem perfis opostos, todo o meio entre os dois classifica-se como um punhado de profissionais imaturos, que contam as horas para almoçar ou o final do expediente e não possuem qualquer impulso em aprender ou sacrificar algo para crescer.

Digo isso com propriedade, eu já tive esse perfil em meu primeiro emprego, durei dois anos e fui demitido, passei para o segundo emprego, onde encontrei excelentes exemplos de profissionais e, na convivência com cada um, cresci e mudei minha postura.
Hoje sou dono de uma das mais notórias agências de apresentação do país, algo que nunca imaginei conquistar, e aprendi que quanto mais se reclama, menos se aprende: trabalho é trabalho, e encontrar prazer nele é um desafio fácil, difícil é enfrentar os problemas de cada dia com a mesma alegria que se recebe as boas notícias.

Tirando o cliente do hospício

Quem passou por todas as experiências envolvendo a contratação de um serviço certamente entenderá minhas palavras: parem de categorizar os clientes como loucos apenas porque eles não gostaram do resultado.

Já tive a visão de estagiário, designer, assistente de arte, diretor de arte, coordenador e, hoje, tenho a visão de dono de empresa, que tanto atendo clientes quanto também eu contrato fornecedores para desenvolverem projetos que fogem da área de atuação da minha agência. Portanto, tenho cacife para falar do assunto.

Cada vez que um cliente emite uma opinião contraria a minha (empresa), procuramos entender a razão para, assim, ajustarmos nosso trabalho, aperfeiçoar o processo, alinhar cada funcionário com o feedback para que os próximos trabalhos, sendo para o mesmo cliente ou não, sejam sempre melhores que os anteriores. E garanto: a maioria dos clientes não é louca.

O que diferencia um cliente louco de um normal é o atendimento prestado pela empresa, a forma de se relacionar para, sinceramente, entender o que o cliente precisa e espera do trabalho que ele está contratando. Muitas agências se limitam a falar apenas ao telefone ou e-mail, usam um sistema de briefing quadrado e técnico que não permitem qualquer profundidade no projeto, e certamente o trabalho não atingirá o mesmo resultado que poderia se a preocupação fosse além de pegar informações, mas principalmente entender o perfil de quem contrata.

Pela demanda de trabalho, é mais fácil padronizar um processo para conseguir atender o máximo de pedidos possível do que investir tempo de acompanhar cada projeto, mesmo que esta decisão lhe faça atender menos clientes: quantidade ou qualidade?

Em toda minha carreira presenciei diversos perfis de profissionais e diversas formas de se reclamar do pedido de um cliente, às vezes a raiva era tanta no ambiente que se o cliente entrasse pela porta e perguntasse aonde era o banheiro já resmungavam “puta merda, o cara enche o saco e ainda quer cagar no banheiro que eu uso…”.

Calma.

Aqui na agência toda apresentação é um projeto novo, e aprendemos a entender que cada empresa possui vários clientes dentro: cada pessoa que ali trabalha é um cliente.

Repare: sempre que dá problema em um trabalho, as pessoas falam mal da empresa, e não da pessoa que a está representando no ato de contratar o trabalho. Em uma mesma empresa você pode fazer trabalho para uma pessoa calma, outra que seja desesperada, ou aquela pessoa que some e aparece somente dois dias antes da entrega final. Dica: não olhe para o cliente como uma força abstrata e pragmática que contrata as empresas, mas sim que quem está contratando é uma pessoa que representa uma companhia.

Além de diversas experiências que passei em toda a minha carreira, teve uma palestra que me fez abrir os olhos para muitos detalhes a respeito do relacionamento com o cliente: Mike Monteiro fala com maestria sobre o assunto no evento Creative Mornings San Francisco.

2011/03 Mike Monteiro | F*ck You. Pay Me. from San Francisco Creative Mornings on Vimeo.

É fácil colocar a culpa no cliente, principalmente quando os frustrados artisticamente se sentem ofendidos quando seu trabalho é reprovado. Lendo um livro sobre sintaxe da comunicação visual encontrei uma interessante diferenciação entre os trabalhos criativos: belas artes é pessoal, a expressão do artista sem qualquer compromisso profissional (isto é, de contratação) e artes belas é o trabalho no campo artístico desenvolvido com compromisso profissional, para expressar o que lhe é pedido.

Ou seja, tem muito designer sentindo dores de artista. Sim, você é um artista, mas você trabalha em uma empresa para prestar serviços aos contratantes, você é pago para fazer o trabalho que lhe é pedido. Conciliar sua visão com a expectativa do cliente é a chave da negociação, que só acontece por meio de relacionamento, que não é ligar ou trocar e-mail com informações técnicas, mas sim uma aproximação pessoal para compreender aquele projeto com a mesma visão do cliente.

Não estou sendo pejorativo com os criativos, mas quero abrir os olhos: se um cliente não gosta do resultado, ele tem toda liberdade para isso e para pedir mudanças, afinal, é ele quem está contratando a empresa que você trabalha. Não podemos ter a soberba de querer sempre empurrar goela abaixo do cliente algo que nós gostamos, existe um abismo considerável entre nossa visão e a expectativa pessoal do cliente (este, representado por uma pessoa, que nem sempre interpreta os reais valores da empresa onde trabalha).

Isso vale para qualquer área, os profissionais precisam ter mais maturidade em lidar com as broncas de cada dia e aprender que o respeito deve prevalecer. Um outro exemplo (desta vez nacional) foi a palestra com Ian Black, Martha Gabriel e Eric Messa que tive o prazer de assistir no Desencontro 2012: lá tive mais um reforço de minha teoria quando o Ian falou sobre a experiência que ele tem com seus clientes em sua empresa, ressaltando o quão gratificante e bacana é trabalhar para eles.

Claro que existem casos à parte que, depois de passada a tormenta, geram ótimas histórias, risadas, cases de (in) sucesso e exemplos de personalidade a serem evitadas em um próximo projeto, mas ainda assim o hospício das reclamações certamente está mais cheio de profissionais imaturos do que clientes que perdem a linha.

O Macbook, o iPad e o iPhone

Para mim, o uso de computadores se divide em duas Eras: a Era Pré-WiFi e a Era do WiFi.

Antes do WiFi, usar o computador era algo estático, por isso a maioria das pessoas tinha um desktop num lugar especial da casa e provavelmente outro no trabalho. A interação com o computador tinha hora certa, lugar certo.

Macbook

Depois do WiFi, qualquer lugar da casa era lugar de computador, justificando então uma máquina portátil, o notebook.

Filmes na cama, trabalho na mesa do café da manhã, navegar na internet na sala vendo televisão. Até no banheiro.

Há quase 3 anos eu comprei meu Macbook. E a forma de eu interagir com um computador mudou pela incrível interface dele. Literalmente eu passei a carregá-lo a todo lugar da casa que eu ia, até na varanda. E passei a usar tudo que ele oferecia. Ele pesa um quilo e pouco e o seguro com uma mão. Já me acostumei com a tela de 13 polegadas e acho totalmente satisfatória e suficiente para eu ver filmes e faço meus trabalhos como nunca fiz. Até atendo pacientes nele no meu consultório aqui em casa.

Eu o levei algumas vezes para o trabalho no posto pois ele tem uma enorme biblioteca médica além do acesso aos sites médicos que eu frequento. Não deu certo. Mesmo pesando pouco, era pesado para carregar até o trabalho e lá não tinha WiFi, apenas o Edge da Vivo que deixava tudo lento e impraticável. Também ele ocupava um espaço que eu não tinha na minha mesa já que eu trabalho com um desktop lá, numa intranet.

Dai, em maio desse ano, veio o iPhone e todo meu atendimento médico mudou de uma forma que nunca poderia imaginar. Os aplicativos offline dele e a facilidade de entrar na internet, mesmo no Edge, disponibilizaram informações precisas, atuais e imediatas. Eu posso trabalhar perfeitamente só com o iPhone me dando cobertura. O problema do iPhone é que ele é muito pequeno para se trabalhar colocando dados nele. Eu podia acompanhar minha timeline nele sem problemas mas pensava duas vezes se iria escrever algo. Confesso que nunca vi nenhum filme no iPhone. A tela é pequena para isso na minha opinião. Só escutei músicas nele uma vez. Prefiro meu iPod Classic que tem efetivamente toda minha biblioteca musical. Assim, eu usava o iPhone como , pasmem, telefone e consultas de material médico.

A história podia acabar por aqui e eu ainda viveria feliz para sempre com os dois. Porém, tive uma oportunidade de ter um iPad.

Eu não estava sedenta por um iPad nem via necessidade de um. Mas…

Há cerca de uma semana o iPad chegou.

Minha sensação é que ele é um iPhonão sem ser telefone.

Meu atendimento médico continuou exatamente igual com ele. Inclusive, hoje dei uma saída para um cigarro e estudar um caso e esqueci o iPad, fui só com o iPhone e estudei o caso normalmente. No meu caso, todos os aplicativos médicos do iPhone funcionam no iPad e vive versa.

O iPad cabe na minha bolsa gigantesca. E o carrego com muita facilidade sendo perfeito para levar para qualquer lugar.

Tentei ver filmes nele na cama, como faço toda noite e a imagem é linda, mas tenho que ficar de pernas dobradas para apoiá-lo. Então, voltei para o Macbook.

Tentei trabalhar com ele na mesa da cozinha, como faço todas as manhãs mas a posição dele faz doer meu pescoço. Eu já encomendei uma capa com apoio lá no Dealextreme e assim que chegar acho que esse pequeno incomodo vai ser resolvido.

Pontos positivos do iPad? Ele é maravilhosamente lindo. Uma peça incrível de tecnologia e eu sei com certeza ainda não estou totalmente familiarizada com todas as possibilidades e sua inovadora interface.

Tudo num iPad é lindo.

Lindo mesmo.

Acredito que eu ainda nem arranhei a superfície de coisas legais dele.

Eu sei que não é um iPhonão. Sei que a culpa de não aproveitá-lo totalmente é minha e sei que é só uma questão de tempo.

Eu vejo o Cardoso com o iPad dele e parece que ele está usando outro aparelho que eu. Impressionante.

Se eu recomendo o iPad?

Um grande SIM! O iPad supre todas as deficiências do iPhone. E o iPhone volta a ser um telefone. Um telefone maravilhoso.

E o Macbook? Continua sendo meu queridinho e centro nervoso de minha vida digital.

Pensamento mágico empreendedor

Lembra daquela sensação forte que temos quando estamos muito alegres, de que podemos mudar muitas coisas em nós mesmos e no mundo em que vivemos? Esse é o estado de espírito que gera a fagulha do pensamento mágico empreendedor que move o mundo.

Costumo dizer que o empreendedor deve ter peito de aço para ser capaz de manter esse pensamento mágico vivo em si diante de diferentes níveis de agruras e adversidades, sem perder o intento em seu objetivo maior. Ir além do “sim” e do “não” e do “agora não posso pois estou ocupado”, sabendo que não há nada mais importante e vital para se ocupar. Ir além do sucesso e do fracasso, da fama e da corrida insana pelos resultados e pelo dinheiro. O empreendedor criativo deve simplesmente ter um objetivo maior para poder suportar e se destacar em seu meio.

Esse objetivo maior deve estar ligado à sua ideia de mundo e sua visão de melhoria a médio e longo prazo. A gana em ganhar muito dinheiro poderá movê-lo por um bom tempo e poderá leva-lo a bons lugares, mas a força interna que surge de um legítimo objetivo será seu único guia para tomar  as decisões mais importantes e saber qual é o caminho mais inteligente e principalmente para ter coragem e certeza que de ter muito, mas muuuito mais possibilidades do que seus possíveis competidores, sejam elas StartUps ou Mega Corporações. O empreendedor criativo ganha ímpeto e força ilimitada apenas com seu trabalho e sua convicção.

Não quero ser romântico nem idealizar a imagem de um super herói dos negócios, pessoas que transcendem sua realidade. Sabemos que nada disso existe e que todos esses prodígios são realizados por pessoas comuns que resolvem aventurar-se em novíssimas frentes por sentirem-se insatisfeitas com o cenário atual e acreditarem que podem e devem, mantendo acesa em si a chama do novo, seguindo com bravura a estrada do pensamento mágico.

Mas afinal, em que consiste esse tal pensamento mágico empreendedor? Trata-se justamente de fazer tudo o que a sociedade menos valoriza: ser livre. Liberar a própria mente para o fluxo de ideias e insights que o universo nos proporciona em abundância, mas que estamos fritando as pestanas demais na frente do computador para captá-las. Significa seguir com responsabilidade nossos instintos infantis na forma de brincar com realidades e conceitos, o  brincar despreocupado e criativo com as possibilidades e realidades, libertando-se de  barreiras culturais e impedimentos lógicos.

aprenda aqui oportunidade de trabalhar em casa

Não somos mais crianças, pois temos uma bagagem cultural e social intensa que adquirimos por imitação dos demais. Isso não quer dizer que perdemos totalmente nosso pensamento mágico e brincante, podemos sim recuperar essa fundamental ferramenta para a evolução de  nós outros e  para o avanço como humanidade. Somos tão sensacionais como humanos que podemos estudar demais um assunto pesquisando profundamente e depois largarmos de lado toda aquela informação. Nosso cérebro é maravilhosamente preparado para processar e criar novas conexões com todo esse conhecimento e, acredite,  essa máquina neural é tão sofisticada que pode processar sozinha esses conteúdos e gerar novas ideias de excelência. Sem grande esforço, para percebermos essas ideias é preciso nos libertarmos do condicionamento de nossa mente consciente, muitas vezes isso acontece em um momento de distração ou de descontração. Essa é a origem das grandes ideias, caem em nosso colo constantemente como sinais prontas para serem vividas e alimentadas.

Esses grandes insights e ideias inovadoras não surgem “do nada”, elas advém  justamente de nosso poder intenso de processamento revelada em nosso ócio criativo. É bem verdade que nosso cotidiano é repleto de pressões externas que influem e matam esse fluxo, revelando-se em forma de acontecimentos, afazeres intermináveis, preocupações e responsabilidades, capazes de travar ou inutilizar esse poder abstrato. Abafamos ainda por livre e espontânea vontade o que nos é mais valioso, para depois culparmos a sociedade (da qual somos sócios) e à cultura atual. Simplesmente somos nós os verdadeiros culpados por aceitarmos essa quebra do fluxo do pensamento mágico, assim como somos também os responsáveis únicos em recuperar este poder miraculoso.

Mais importante que o pensamento mágico é sem dúvida nenhuma colocá-lo em prática, o FAZER. É justamente esse fator que difere o empreendedor dos viajantes cheios de ideias intangíveis à realidade. Mirabolantes e com enorme potencial, todos nós temos ideias advindas do pensamento mágico empreendedor pelo menos uma vez em nossas vidas e não raro tem muita relação com nossos objetivos mais enraízados, pessoais e as vezes até espirituais. Mas vincular a iniciativa com a persistência e acabativa é o que traz o resultado e toda a diferença, que e as vezes nos falta e que diferencia por completo um fluxo de IDEIAS  criativas do fluxo de REALIDADES alternativas.

Nessa questão milhares de projetos que poderiam trazer contribuições, tanto pessoais como comunitárias, morrem no lodo da inação, descrença e desânimo Por isso o maior desafio do empreendedor da economia criativa é justamente acreditar em suas abstrações a ponto de banca-las em seu presente, simplificando sua execução e arregaçando as mangas para fazer de seus sonhos, realidade.  Quando temos ideias sensacionais e verdadeiras e não as realizamos criamos em nós um grande vácuo existencial, mas mesmo o fato de guardá-las a sete chaves para nós mesmos não irá impedir com que outras pessoas às percebam e às realizem. É incrível, mas em pouco tempo outra pessoa acaba tendo essa mesma ideia a realizando-a, deixando-nos pasmos, desconfiados e até mesmo nos sentindo roubados.  É como se as ideias estivessem pairassem no ar, prontas para quem tiver o pensamento mágico captá-las e  garra para realiza-las. Nada mais justo.

Ainda mais importante no processo de concepção de uma hipótese de mercado será a vivência efetiva dessa ideias na prática mercadológica. Da validação das propostas com clientes reais, potenciais usuários e beneficiários surgirão os principais conselhos, críticas e principalmente os caminhos a serem percorridos para dar continuidade e fluidez ao processo de criação, sendo ao mesmo tempo prova de fogo do pensamento mágico empreendedor inicial e alicerce para seu desenvolvimento primordial como negócio, com resultados tangíveis e previamente validados quanto utilidade, escalabilidade e lucratividade expressiva.

Antes de ver uma televisão funcionando ninguém e sã consciência poderia imaginar que um objeto poderia transcender o mundo físico naquele nível, levando ao ar acontecimentos e situações, imagens, sons de diversos lugares distintos passando de forma mágica e instantânea.  Apenas um projeto executivo, documentações ou desenhos técnicos não seriam capazes de convencer as pessoas, mas o fato de haver uma televisão funcionando é inquestionável e real, ela existe. Daí a impressão cotidiana que aquele objeto sempre existiu e esteve ali, como se fosse uma inspiração dos Deuses realizada pelos humanos. Podemos dizer que a sensação procede, mas na verdade para aquele objeto estar ali disponível para nosso uso, foi preciso que alguém realizasse o pensamento mágico empreendedor, para trazer aquela invenção do mundo abstrato das ideias para o mundo real, físico, tátil e simbólico.

É muito natural e até bom que as pessoas estranhem quando acreditamos, bancamos e realizamos nosso pensamento mágico empreendedor com firmeza levando isso em nossas vidas até as últimas consequências. Em geral perdemos nossos referenciais sobre esse maravilhoso processo pois estamos presos no conforto e nas facilidades das soluções simples dos outros, que podem ser sensacionais mas nos deixaram paralíticos ou robotizados frente à nossa verdadeira essência. No fundo sabemos que não estamos distantes o bastante desse pensamento pois somos capazes de detectar essa linha de pensamento nos objetos, nas realizações alheias mas principalmente em nossas próprias ideias sensacionais. Reconhecemos essa riqueza mas ainda assim insistimos em cortar o fluxo em nós mesmos, talvez por uma longa preguiça existencial. Isso nos causa grande pressão, digna de um Big Bang , e daquele grande descontentamento e sensação de impotência perante ao mundo,  começam a surgir faíscas que acabam por causar a grande explosão do pensamento mágico empreendedor. Isso pode acontecer com pessoas que vivem uma vida de estabilidade e regalias com cargos de respeito, igualmente com pessoas desempregadas e sem uma atividade profissional definida. Deriva mais comumente de um ímpeto pessoal e íntimo das pessoas para com a sociedade e imdependem de classe ou personas sociais.

Não importa se dentro de uma empresa, criando um novo negócio ou StartUp ou realizando um grande sonho que exigirá  mudança brusca. Manter nosso pensamento mágico empreendedor é o caminho para encontrarmos sentido, sabermos de fato quem somos identificado àquilo que fazemos. É como acordar do sono profundo de conformismo, renascendo para uma realização pessoal intransferível.

Para isso é preciso muita coragem e persistência, pois o dia-a-dia é real e traz problemas e questões que nos testarão das formas mais extremas e variadas em seus pontos fracos e vulnerabilidades que por vezes abafam o fogo de palha inicial. Desafios e impedimentos agem como filtros de resistência para as grandes ideias e são como pequenas agulhas que insistem em nos perfurar e que com o tempo aprendemos a trabalhar, chegando ao ponto ideal de tirar forças das adversidades desse jogo de acupuntura. Nessa hora fica mais nítida a importância e o valor da força dos nossos sonhos, pois será precioso que sejam esse impulsos íntimos, elevados, relevantes e reais o bastante para você.

Para realizar o pensamento mágico empreendedor e ter sucesso nesse empreendimento criativo, mais importante ainda que dinheiro ou o tão valorizado e ilusório “sucesso”, o empreendedor criativo se valerá de seu ímpeto criativo e terá como base seu ideal sonhador inicial, desenvolvido pelos clientes em proposta de valor conveniente e inovadora. É a realização não apenas de desejos e anseios pessoais, pois reflete o pensamento mágico de toda uma geração dando-lhe forma, cor, função e existência.
Mais que um negócio próspero, é um legado de inteligência e percepção humana a serviço de seus iguais.

Legado Oscar Niemeyer: As curvas empreendedoras

A gente nunca imagina que vai ver certas coisas acontecerem. Mas a vida é implacável. Curta e dura – como diria Oscar Niemeyer, que morreu dia 05/12, aos incríveis 104 anos de genialidade, criatividade e empreendedorismo.

Empreendedorismo?

Sim. Taí um cara que empreendeu a vida toda. Iniciando, aprendendo, ousando, errando e acertando. E por isso e por como sucedeu-se seu processo, podemos falar que ele é um dos maiores brasileiros de todos os tempos.

Muitas vezes as pessoas acham que empreender é montar um negócio, fazer umas vendas, valorizar “o passe”, vender o negócio ou sustentá-lo por anos e perecer – o que é a única certeza deste processo tortuoso e divertido que chamamos de vida – com algum dinheiro no bolso para nossas despesas e de possíveis herdeiros.

Vou chamar o Niemeyer para nos ajudar a, de uma vez por todas, mudar esta perspectiva. E ele vai nos ajudar bater uma tecla que eu disse no meu primeiro post aqui no blog.

Legado Oscar Niemeyer

Vamos nessa?

Niemeyer teve uma vida boêmia em plena Belle Époque carioca, rodeado por mulheres e pelo efervecente cenário do samba carioca na década de 20. Isso vai influenciá-lo anos mais tarde, mas aguardem algumas linhas para isso… rs.

Traço de Niemeyer ao descrever sua primeira residência, no bairro das Laranjeiras (RJ).

Ele começa a trilhar sua trajetória em 1929 ao entrar para a Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro (dirigida por Lúcio Costa e influenciada claramente pelo pensamento e artistas modernistas vindos de São Paulo) , saindo dela formado em Arquitetura e Engenharia. Idealista e comunista – feitos que vão perpetrar sua trajetória – sente-se incomodado com o desenho vigente da arquitetura local. Vê no escritório do diretor da faculdade a oportunidade de experimentar as novas perspectivas em mente e aceita trabalhar de graça, mesmo passando dificuldades financeiras.

Niemeyer e Costa: uma relação de aluno-diretor e chefe nos tempos de faculdade e escritório no RJ que subiu à alcunha de parceiros na construção de Brasília.

Pausa: O que isso tem a ver com o mundo empreendedor? TUDO!

Vejam só: ele tinha uma visão clara do que queria, talvez ainda sem uma missão, mas ele sabia o que queria. E seu ideal ia muito além de ganhar dinheiro. Se este fosse o caso, iria explorar o mercado vigente neocolonial ou o art déco… Foi atrás da sua visão, mesmo sabendo que a curva de ganhos poderia ser árdua.

Play: Continuando.

Os anos se passam e nota-se mais um elemento que influencia a trajetória de Niemeyer: Le Courbusier, arquiteto de vanguarda franco-suíço que, entre outros pontos, pontuava sua criação pelos vãos livres em suas obras, o que permitiria livre circulação de pessoas quando falamos do piso térreo e da plena abertura de janelas quando falamos de edificações. Assim ele, Lúcio Costa e o estagiário Niemeyer, com outros parceiros (Portinari incluso), constroem, em 1939 a serviço de Getúlio Vargas o prédio do MEC no centro do Rio – considerada a primeira obra de arquitetura moderna no país. E que colocou o Brasil em posição de vanguarda mundial uma vez que muitas nações estava colocando suas cabeças mais brilhantes a serviço da II Guerra Mundial (para um empreendedor, leia-se oportunidade de mercado).

Prédio do MEC e o seu vão com obra de Portinari em azulejos ao fundo.

Mas lembrem-se: Niemeyer é um sujeito idealista. Comunista. E que tinha fascinação por curvas – Rio de Janeiro e mulheres inclusas.

Conhece Juscelino Kubitschek (JK) em 1940 e recebe a incumbência de construir edificações para uma parte da cidade a ser habitada – a Pampulha. Sua obra mais categória, A Igreja marca o pontapé da sua proposta seminal de trabalho, composta por retas e curvas com base no concreto armado. Ou como ele disse décadas depois: “Com a obra da Pampulha o vocabulário plástico da minha arquitetura, num jogo inesperado de retas e curvas, começou a se definir.”

Marco inicial: igreja Pampulha.

Sua proposta choca e destaca-se o suficiente para, em 1947, ter o seu projeto aprovado para a construção do prédio-sede da ONU em Nova Iorque, com o “mestre” Le Corbusier como parceiro. E, dez anos depois, chamado por JK para o ousado plano de uma capital no centro do país, lidera o processo que traz em Lúcio Costa o plano-piloto de Brasília, ao qual Oscar pincela obras como o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, a Esplanada dos Ministérios e outras edificações. Todas repletas de curvas, retas, vãos livres, plena visualização e acesso público.

Esta foto não é da semana passada; tem a idade da minha mãe (!) Niemeyer verificando as obras de Brasília com o Palácio do Planalto em construção atrás.

PAUSA.

Empreendedor, o que você vê aqui que falamos ao longo do ano?

– Reforço da sua visão de uma arquitetura moderna e inventiva;

– Criação de uma missão, composta por sua arquitetura poética, repleta de curvas, retas e as influências. REPERTÓRIO!

– O escoreamento em tutores, como Lúcio Costa e Le Courbisier, e a posterior suplantação deles. + REPERTÓRIO.

– O início em pequenos passos pouco remunerados (Lean Startup?), mas que valida suas crenças e hipóteses (Customer Development?)

Vamos soltar o play de novo. Não vou me estender muito.

Podemos dizer que após Brasília, sua obra-prima, finalmente temos um Oscar Niemeyer arquiteto-empreendedor de grande porte. Precisa reinventar-se como profissional (Business Model? Canvas?) após seu comunismo custar-lhe a estadia e o trabalho no Brasil, e sai projetando na Europa e África (dois Oceanos Azuis aonde havia somente construções seculares e/ou nada?) – destaque para a Argélia pautada em ideais socialistas em pleno final dos anos 60. Volta ao Brasil na década de 80 consagrado e constrói o MAC de Niterói, os Museus que levam o seu nome na mesma cidade e em Curitiba, o Edifício Administrativo Tancredo Neves em BH, entre outras obras no Brasil e no Exterior.

E trabalhou até horas antes de morrer. Não deitou eternamente em berço esplêndido, foi à luta e foi combativo até o fim – como um bom comunista. Mesmo em seu leito final, não discutia o fim de sua trajetória, mas o início dos projetos que seu escritório estava realizando.

Aos 102 anos, apresentando o projeto de seu museu na Espanha.

No fim resumiria a trajetória de Niemeyer e o porquê dele ser um dos maiores brasileiros de todos os tempos em duas falas que resumem, não por coincidência, muito do que um empreendedor leva como modelo mental:

“A vida humana é muito pequena e muito dura e é preciso não desistir dos ideais, pelas mudanças políticas e sociais necessárias. Por isso, temos ainda um longo tempo de luta pela frente”

“Digo aos recém-formados que não basta estudar na escola. Tem que conhecer a vida, os problemas, a miséria e estar pronto a participar, a compreender a vida

Como brinde, seguem dois vídeos: um resumo do DOC “A vida é um sopro” com muitas das crenças dele, e o comercial que a Braskem fez com seu poema (sim ele era poeta – lembram-se do repertório?) e sua obra – o troféu do GP Brasil de F1 feito em plástico de cana-de-açúcar (tenho uma réplica em casa, o que hoje me deixa orgulhoso rs).

Morre o homem. Fica o legado. Nasce o mito. Boa eternidade a Oscar Niemeyer e boas retas e curvas pra vocês!!!

O que fica é eterno.

A semana de experiência, visão e ação de Zuckerberg. E o que virá depois da Lua de Mel?

Semana passada foi um marcante para o Mark Zuckenberg. Em menos de 7 dias eles teve marcos da sua experiência, visão e ações de vida:

– Fez 28 anos na segunda, dia 14/05;

– Fez o IPO da sua empresa, o Facebook, na NASDAQ, conseguindo a maior capitalização da história de uma empresa de tecnologia em sua estréia ao mercado de capitais;

– E casou-se com sua namorada Priscilla Chan no dia seguinte (último sábado, dia 20/5), depois de anos de namoro.

Semana intensa para Mark: aniversário, IPO da sua empresa e casório. Vai demorar para ter outra assim…

Mas em vez de falarmos da vida particular dele, vamos falar dos seus projetos empreendedores e o futuro que nos agrega mais né? 😀

E foi a experiência, a visão e algumas ações que permearam não só o sucesso de uma pessoas, seja ela empreendedora ou não, mas toda a trajetória do Mark.

Quer ver?

Vamos começar da vida que ele levou ANTES de construir o Facebook.

a) Experiência: Parece piada falar de experiência quando um cara tem 20 anos e funda uma mídia social, mas sim o cara já era experiente no assunto. Vejam só:

– Ele desenvolveu no colégio um software que identificava as músicas que você ouvir e sugeria outras para conhecer conforme o gosto de cada usuário. Recebeu a proposta de compra do seu passe pela Microsoft por US$ 1 milhão, mas recusou – um notável exercício de soberba que tornaria-se um trunfo mais tarde. A idéia, segundo ele, era do software ser livre a todos.

Gates tentou adquirir “o passe” de Mark antes da faculdade. Não conseguiu, mas seu 1,5% do Facebook lhe rendeu uma boa grana do mesmo jeito.

– Ao entrar em Harvard ele construiu um aplicativo que indicava disciplinas disponíveis para montagem das grades horárias e os alunos nelas presentes, bem como o caminho contrário. Ou seja você descobriria se aquela menininha fantástica da aula de psicologia estaria sexta a tarde numa aula de economia ou de marketing, sacaram? Bem como quem são seus potenciais colegas na escolha da aula de matemática financeira. O Course Match foi um sucesso em Harvard em 2003 e já deu certa notoriedade ao Mark.

– Aqui o exemplo final que todos conhecem: o Facemash. Que realmente derrubou o servidor de Harvard no final de 2003.

b) Visão de mercado: “Como assim, o cara é de TI, programador!” Diriam alguns. Pois é. Por isso Mark chegou tão longe. Ele é um cara de TI que tem uma “visão do jogo” excelente. Talvez aí esteja a coisa de conectar os pontos que o seu guru Steve Jobs tanto falou em Stanford – ele juntou o fato de ser um programador de mão cheia com a percepção das demandas humanas em conversações e comportamentos específicos. Vejam só:

– Mark sabe que um cara não quer ter um iPod, iTunes ou sabe-se lá Deus o gadget de música que for com uma banda. Consumidor de música sempre quer explorar mais, conhecer outras coisas aderentes ao seu gosto. Isso é comportamento do consumidor. Soma-se isso com a programação, logaritmo para lá, base de dados para cá e… lembram-se do player musical que ele criou no colegial? Voi lá!

O Course Match já vai para uma linha um pouco diferente, mas ainda muito social. A construção da grade horária perfeita. Para sua formação acadêmica e/ou para deleite dos seus olhos e/ou coração. Muitos aqui são universitários, vão entender…

– O Facemash vai na brincadeira básica que todo universitário(a) e mesmo adulto(a) fazem: Quem é a pessoa mais bonita do(a) [insira aqui o ambiente o qual estão inseridos você a sua turma].

Réplica do Facemash. E que atire o primeiro gadget a pessoa que nunca fez uma comparação entre meninas(os) para dizer quem é a mais bonita(o)?

c) Senso de ação: Conhece o ditado “O medo de perder tira a vontade de ganhar”? Pois é. Mark deve conhecer de algum jeito. Tudo bem que ele teve um empurrãozinho com umas bebidas na cabeça e um fora da namorada da época, mas ele foi atrás de construir o Facemash mesmo conhecendo que haveriam riscos à sua carreira acadêmica construindo-o.

Tudo isso que falamos seria bacana, mas ainda não chegamos ao dia 4 de fevereiro de 2004. O dia em que o registro thefacebook.com foi lançado ao ar por Mark Zuckenberg. Que novamente guia-se por estes três fatores ao lançar a ferramenta:

O que você estava fazendo em 11/2/2004, quando esta tela foi ao ar pela primeira vez?

a) Experiência: Os aplicativos e programas lançados anteriormente deram bagagem para novas aventuras de Mark. Mas a principal delas vem da encrenca com o Facemash, que quase custa sua expulsão de Harvard: o problema surgiu porque ele tomou as fotos de diretórios acadêmicos da universidade. Se as próprias pessoas adicionassem suas atividades (como no Course Match)  em conjunto com as fotos (como no Facemash) não haveria problema algum – estaria quem quiser com a exposição que lhe convier. Conectando os pontos novamente sacaram?

b) Visão de mercado: Lendo o livro “O Efeito Facebook” – biografia autorizada sobre o site – há no início um tema interessante: havia entre alunos a demanda pela digitalização dos anuários com as fotos dos calouros e formandos. Não somente em Harvard mas em outras faculdades. Havia alí uma oportunidade de mercado que Mark abraçou, somando valor ao fato de tornar o anuário um depositório das atividades e das redes dos alunos de Harvard.

Livro “O Efeito Facebook” conta detalhes (oficiais) da trajetória da empresa.

c) Senso de ação: Havia às vésperas do lançamento do Facebook a promessa da universidade de lançar um site com as fotos dos alunos. Mas esbarrava na burocracia em construir um site e lidar com possíveis reclamações legais de alunos. Mark novamente antecipou-se aqueles que tem medo de perder e lançou sua plataforma contando com a colaboração e co-criação dos alunos – o que seria fácil já que havia demanda.

Querem ver onde estes três itens se repetem novamente? No sucesso retumbante do Facebook em seu caminho até o IPO:

a) Experiência: o acúmulo de dados gerados por nós todos os instantes na mídia social criada por ele alimenta o logaritmo que torna mais assertivo as táticas de publicidade online – principal fonte de renda do site, com 85% dos US$ 4 bilhões de faturamento em 2011. Logaritmo, assertividade… isso não lembra o player de MP3? Hoje o Facebook é o segundo principal canal de anúncios na net, atrás somente dos links patrocinados do Google.

É a direita do consumidor que ocorrerá o embate publicitário online entre Facebook e Google Ads. E não pensem que é à direita a toa: é o local que o olho mais acessa numa página por causa da barra de rolagem.

Suas experiências no convívio universitário e humano também são raízes que fomentam frutos até hoje. Informações básicas presentes na página principal do usuário? “A Rede Social” mostra que foi um insight durante uma aula sobre as informações essenciais de uma pessoa que outra quer – faz o que, onde, faz aniversário quando e se tem compromisso. Assim como a Timeline assemelha-se ao álbum com fotos e momentos da vida dos filhos que mães (principalmente nos EUA) colecionam, o mural é a lousa em branco onde cada um recado a todos que ali passam e o Like simplesmente é a sua aprovação – o “Isso é legal” de toda aprovação a algum comentário feito por terceiros que você pode dizer “Olha, vou contar para meus amigos também” e… compartilhar.

b) Visão de Mercado: Aqui o principal triunfo do Facebook frente a outras mídias sociais do gênero. Além dela oferecer todos os recursos possíveis (textos, fotos, vídeos e até games) sua estratégia de distribuição é fator crítico para o sucesso: ela nasce em Harvard e segue conquistando passo-a-passo, uma a uma, as faculdades da Ivy League – as 8 principais escolas universitárias estadunidenses, onde todo adolescente quer estar e os agentes de mudança do país são formados (e de certa forma, admirados). Só depois ele começa a alastrar-se para outras faculdades, regiões, países.

Percebam que por aqui não foi diferente. O nascimento do Facebook aqui vem das experiências que os brasileiros em fase universitária tinham nos EUA ou Europa. Como não havia o Orkut (mídia social do Google que vingou rapidamente aqui e na Índia, mas devidamente esquecida em outros lugares), para manter o contato com quem conheceu lá fora criava-se um novo perfil. Quem via a ferramenta do amigo(a) voltando achava interessante, via uma plataforma com mais funções e menos confusa e fazia o mesmo. O processo demandou alguns anos, mas finalmente em 2011 o Facebook tomou o lugar do Google como mídia social mais utilizada no país.

c) Senso de ação: Mark não teve dúvidas quanto a importância do apoio de um cara como Sean Parker como mentor e acelerador do processo de expansão do Facebook, ao contrário do seu sócio brasileiro Eduardo Saverin. Também não hesitou em ir ao Silício, onde vinha a ser o local ideal para lançamento da sua startup ao invés de ficar recluso ao ambiente de Harvard/Boston, novamente debatendo com Saverin. Contratar pessoas certas (há diversos nomes de razoável sucesso no topo da estrutura do Silício, alguns egressos do Google, Microsoft e outras empresas consagradas), cercar-se de bons investidores (Microsoft e Elevation Partners, do Bono, são dois deles)  no momento certo – quando precisava de verba para ganhar escala – são outros exemplos de boas decisões.

Mas talvez a melhor delas pareça a todos como uma não decisão: a demora para entrar na bolsa de valores.

Seja bem vindo. Mas se você não entregar o resultado que queremos… Ai ai ai…

Por quê? Mark sabe que os olhos dos investidores estarão massivamente de olho na sua empresa. E investidor não costuma ter paciência com empresas que possuem oscilações de receita, lucro e/ou concorrências inesperadas – justamente o cenário que o Facebook encontrará. Lembrem-se que é um site que possui praticamente uma única fonte de receita e precisa reinventar-se sempre para continuar no topo, afinal alguém em outro quarto de universidade, em qualquer lugar do mundo agora, pode construir seu substituto.

A trajetória de empresas de tecnologia de sucesso na NASDAQ demanda ter estômago de aço. Geralmente partem de uma demanda forte, muito em função da marca forte e “fresca” na mente dos consumidores e mercado, sofre um forte revés no seu preço em virtude do crescimento do negócio (por exemplo: Facebook praticamente dobrou receita e lucro em 2011. Se a economia global soluçar e o site crescer menos de, sei lá, 60% em 2012, as ações certamente vão cair. Se aparecer um Pinterest da vez então…) e, se conseguirem consolidar sua posição de líder ou referência, retomam o crescimento trimestres depois e aí sim adquirem o status de estrelas da bolsa. Os principais exemplos são Amazon e Apple (esta na volta de Jobs ao comando).

Acabei avançando um pouco na quarta e última parte deste mapa da trajetória do Mark e de seu Facebook. O que vem por aí?

a) Experiência: Vai precisar de jogo de cintura para lidar com o mercado de capitais, que vai pegar no pé do crescimento espetacular da mídia social. Eles vêem a oportunidade de ganho que o resto do mercado (e da economia – local e global) não possui, por isso tamanho oba-oba em Wall Street. Uma desacelaração e já discutirão o modelo de negócio da rede. Um novo concorrente com crescimento espetacular, idem.

b) Visão de Mercado: Mark sabe que já é e brigará com gente grande – f-commerce? Amazon e muitos outros. Publicidade? Google. Uma loja de aplicativos? Apple do seu guru Jobs. Ou seja, se ele precisará dar o passo além que estes caras ainda não deram caso queira entrar em Oceanos Vermelhos. Para navegar Oceanos Azuis o ideal seria (a princípio – vai que tem algo que ainda não vimos?) maximizar as formas de receita do site, indo além dos links e possíveis comissões com aplicativos e games. Mobile é outra frente a explorar, uma vez que metade dos acessos já é feita por dispositivos móveis. Vejam este ótimo estudo da Publicis Londres sobre o futuro do Facebook sob 9 hipóteses de remuneração.

c) Senso de ação: Aqui vai misturar-se com os dois acima, mas ter postura firme e não ceder aos anseios dos novos acionistas quanto a possíveis mudanças forçadas no seu planejamento ao site. Colocar a frente grandes projetos de inovação ao Facebook constantemente, seja via aquisições de outras startups (como o Instagram) ou pelas famosas Hackathons promovidas ao redor do planeta. E atrair/reter as melhores cabeças do mercado – um dos maiores receios é que, com mais de 900 milionários agora dentro da sua estrutura, Mark perca alguns destes profissionais para iniciativas próprias.

Virão das mentes brilhantes de uma Startup adquirida como o Instagram ou das hackathons as inovações que manterão a trajetória de sucesso do Facebook.

Acredito que é isso. Falar sobre futuro em tecnologia é muito complicado, mas o Facebook tem talentos, oportunidades e agora dinheiro para, se não perpetuar-se como líder, consolidar-se como uma grande empresa de internet. Só não pode repousar sobre o berço explêndido, caso contrário pode ter destino parecido com a AOL e Yahoo! – líderes de outrora que permaneceram com o modelo de negócio estático e hoje estão a beira do ostracismo.

Mark também precisará de experiência, visão e ações para tornar seu casamento com Priscilla um sucesso, mas isso não é da nossa importância né?

Tendências para 20XX e o que isso tem a ver com o seu planejamento

Estamos naquela época do ano de novo. Não falo do natal ou do ano novo, mas sim do meu aniversário do período em que empresas, agências e consultores sentam-se juntos para traçarem suas estratégias do ano seguinte. É um momento fundamental de estruturação das ações que, hipoteticamente, serão responsáveis por levar a empresa a cumprir com a sua missão e concretizar sua visão. De preferência superando a concorrência e gerando o máximo de lucro no processo, claro.

Planejando o próximo ano. Não que isso vá dar certo.

Empreender

É também um momento frustrante, pois planejamos na tentativa de antever oportunidades e ameaças mesmo sabendo que nem todas elas acontecerão exatamente como foram previstas. A inevitabilidade desse fracasso faz parte, e só aumenta a importância do exercício de planejar. No entanto, em uma era de tanta competitividade e overdose de informação ficamos ansiosos para nos mantermos à frente da curva, e esse sentimento alimenta a demanda por um ciclo de artigos, pesquisas e posts que se repetem continuamente apontando “as tendências para o próximo ano”. Ou seja, em nosso exercício “Sísifico” de tentar identificar oportunidades futuras, nos tornamos oportunidade para outros – que certamente agem pautados em interesses próprios. É irônico, talvez poético, ou trágico, dependendo de qual extremo você se encontra. Pior ainda. Como não somos capazes de visualizar o futuro, não temos capacidade de determinar quais destas “tendências” apontadas em pesquisas irão se concretizar de fato ou não, certo?

Errado!

Antes de se empolgar tentando implantar todas as tendências apontadas em pesquisas de terceiros no seu próximo planejamento, observe alguns detalhes.

1. Contexto

Toda pesquisa é realizada dentro de um contexto e este impacta diretamente nos resultados. Falar de mobilidade nos EUA é completamente diferente de falar do mesmo tema no Brasil. No primeiro os smartphones já possuem uma base de usuários consolidada e redes 4G/LTE avançam rapidamente, enquanto no segundo há uma predominância dos chamados featurephones e 4G sequer foi implantada ainda. Ou seja, investir em apps robustos que requerem conexão de alta velocidade faz total sentido no primeiro, ao passo que no segundo um web App simplificado tem potencial para atingir uma maior base de usuários.

Mas mais do que olhar contextos amplos, é nosso dever pensar as tendências aplicadas no contexto do público especifico que queremos atingir.

Voltando ao exemplo da estratégia mobile, observei recentemente no Analytics de um cliente que 20% dos acessos são de usuários do iOS, perdendo apenas para o Windows, e em terceiro lugar vem o Android com 12%. Em outras palavras, 1/3 da audiência é usuária de smartphone. Para ele o contexto certamente é diferente do geral e talvez já nos caiba pensar em mobile como tendência para o ano que vem. No entanto, também tenho clientes cujos acessos via mobile correspondem a menos de 10% do total, tratando-se de um público mais velho que acessa a internet de um desktop no trabalho principalmente. Nesse contexto ainda não é preciso fazer um investimento dedicado em mobile. Ainda.

2. Cuidado com a hype

Às vezes perseguimos tão cegamente a última novidade a fim de obter vantagem competitiva que esquecemos de detalhes fundamentais.

Ao longo de todo o meu curso de Administração ouvi diversas “histórias de terror” acerca de implantações mal-sucedidas de sistemas de ERP, mas todas elas tinham um ponto em comum: a empresa, na ânsia por estar dentro das ‘tendências’, esquecia de envolver toda a organização no processo de avanço. As chances dessa atitude gerar deficiências e custos desnecessários no futuro são grandes.

Imagine a situação: você acredita que a empresa precisa implantar o uso de Social CRM, pois várias pesquisas apontam a sua consolidação como tendência. A empresa resolve bancar a ideia, mas ninguém do atendimento é treinado para saber como usar aquilo. Pior. Não basta conhecer tecnicamente a ferramenta, é preciso entender as vantagens do seu uso e no que ela contribui para o trabalho de quem operacionaliza e para a organização como um todo. Essa última parte parece ser o erro mais recorrente na implementação de novas tecnologias tidas como ‘tendência’. O problema que isso gera são profissionais subutilizando um recurso e por vezes desmotivados, incomodados com o fato de terem que se adaptar a uma nova rotina de trabalho “por nada”. Na hora de pensar em novas tendências para a sua estratégia, o profissional que está na ponta da operação deve ser levado em consideração tanto quanto quem está no topo.

Cada um na sua hype.

3. Monitore e repense

Tendências não surgem de uma hora pra outra no final do ano, tendências são construídas ao longo de meses/anos a partir da busca por novos padrões e difusão dos mesmos dentro de um determinado contexto. Parece difícil de entender? Nem tanto. Como apontei no item 1, a partir de um monitoramento realizado no Analytics pude detectar uma tendência para o ano posterior antes de qualquer pesquisa de fim de ano me dizer – ou não, como no caso do cliente com menos de 10% de acesso mobile. Meses atrás já havíamos otimizado o site para mobile e, a partir dos números mais recentes, já estamos discutindo alguns ajustes mais profundos. Isso me leva a outro ponto: a estratégia não pode ser algo engessado.

Tenha ações, metas e prazos bem definidos, mas não caia no erro de tornar o monitoramento apenas mais um relatório de rotina. Ele deve servir para impactar a estratégia ao longo da sua implementação, balizando-a conforme os resultados verificados até então. Reuniões periódicas são fundamentais para que isso aconteça e todos estejam cientes, reagindo e se antecipando de acordo.

Fazendo esse dever de casa, você perceberá que seu desespero diante do ciclo anual de pesquisas de “tendências para o próximo ano” é completamente desnecessário.

Não estou dizendo que estes estudos são fajutos ou que eles não tem importância, muito pelo contrário. Quando bem fundamentados, são instrumentos essenciais para entendermos o contexto geral antes de partirmos para uma reflexão acerca do nosso caso específico.

Na verdade o que estou querendo dizer é que, se a sua organização pratica o ato de monitorar e repensar sua estratégia continuamente, observa o contexto em que está inserida e olha para a implantação de novos processos de maneira ampla visando todos os envolvidos, o que é tido como “tendência” não passa de uma evolução natural.

Empreender – O que te motiva?

Este post de hoje será provocador.

Na verdade cheguei domingo, na véspera de escrever este texto (e outros para iniciativas bacanas que saberão ainda esta semana) e me deparei com a seguinte pergunta – além de não saber exatamente o que escrever aqui (rs):

Empreender

– O que me motiva a escrever?

Hoje, para mim e todos os baristas deste all star team que é o Café com Blogueiros escrever é uma forma de empreender. Para mim escrever aqui é uma forma de ter minha voz ecoada além dos meus seguidores do Facebook e Twitter, levando a mensagem que empreender é uma, senão a principal, forma à qual chegaremos na plenitude do potencial transformador de um indivíduo, um grupo e/ou uma sociedade.

Ponto interessante: as pessoas possuem como empreender o rótulo de modelar e iniciar um negócio. Ok, é a forma mais tradicional e convencional. Mas não é só isso.

Empreender é um modo de vida. É ir além do trivial, do que o “sistema” quer que você faça. É tomar o rumo da sua vida de fato, e não ficar naquele discurso “ah, no meus sonhos eu teria tal emprego, construiria tal casa, namoraria uma pessoa dessa maneira e todo final de ano iria para Floripa.”

Um cara que lidera o movimento de independência sem derramar sangue no país. E vai dizer que o Gandhi não é o grande case empreendedor do século XX…

Ontem conversando com uma amiga destes novos tempos de empreendedor serial em fase embrionária (rs), ela revisitou uma frase que o coordenador Garcia, na ESPM, disse numa das fases mais complicadas da minha vida pessoal:

“Aprendi em workshops de negociação que o não você já tem. Este é garantido desde o início de qualquer conversa. Você precisa apenas correr atrás do sim.”

Ser empreendedor é acreditar piamente nesta frase. E ver o que acontece até o sim acontecer.

Bom, contextualização feita, vamos ao tema do post – o que leva as pessoas a empreenderem.

Em todos os casos encontraremos o “fazer acontecer”, o que significa que ele não é um motivo e sim a prática em si. Então quando a lâmpada acende? E o principal: como fazer a lâmpada acender para mim?

Bom, se você leu o texto até este ponto e está ansioso para ler o resto, uma boa notícia: você realmente quer empreender. Isso é bacana demais!

A idéia pode vir de diversos caminhos, mas existem alguns caminhos que sempre se repetem:

– A paixão: Você curte alguma coisa. Vamos supor, automobilismo – que é o meu caso. Você quer que aquilo seja muito mais que achar o máximo acordar cedo de domingo para ouvir o Galvão Bueno narrar uma corrida de F1. Você começa a ler tudo que existe sobre o assunto, visita alguns eventos, faz alguns contatos e “entra no jogo”. As vezes cumpre uma etapa de estágio em outra organização e resolve montar a própria com vista em alguma lacuna de mercado não atendida. Ou faz melhor algo que já existe.

Pausa. Aqui já existem os 3 pontos cruciais do modus operandi do empreendedor, independente se ele vai trabalhar com balada, corrida de carros ou numa startup:

a) A mudança de rota – Você era um cara 9-18h ou tinha um estilo e trajetória de vida provável até decidir mudar o rumo e ir atrás do sonho. Isso é completamente empreendedor. Mesmo depois você migrando para uma empresa onde terá salário, chefe, obrigações, etc. Mudanças de rumo significam empreender na própria vida, e isso é mandatório para quem quer evoluir e deixar sua marca no mundo.

b) Repertório e escolhas – Repertório é tudo nesta vida. Empreender requer demais conteúdo por parte das pessoas porque muitas vezes (quando não sempre) a tomada de decisão será solitária. Ao constituir conteúdo e tomar alguma decisão você já está empreendendo dentro do que acredita.

c) Constituição do negócio – Para quem tomar as rédeas da vida não é suficiente há algo ainda mais radical: começar um novo negócio, com base (ou não) no que já existe. Ou fazer algo totalmente novo e ir para o que o mercado chama de “Oceano Azul”. Nem precisa dizer o quão é empreendedor modelar e executar o projeto de uma empresa né?

Navegar pelo Oceano Azul não quer dizer que esteja num escritório no Havaí, e sim que um novo mercado foi descoberto. O termo foi criado com base neste livro excelente.

Paixão acredito que seja o atributo mais importante para quem quer empreender. Já pensou trabalhar em algo que não há identificação nenhuma, começando do zero e com carga suficiente para perder horas de sono ou de convívio social? Nem pensa porque você NÃO fará isso ok? 😀 Mas não é o único conceito que vem à tona na hora de empreender.

– Nada funciona, quero o meu – Aqui temos um exemplo histórico de uma empresa que pensa assim, desde o nascimento até hoje. Empresa que falamos sempre e deveria me patrocinar, porque o que falamos da Apple por aqui não está (ou melhor, está sim, tenho provas! hahaha) escrito.

Quem leu a espetacular biografia do Jobs, sabe que os insights aos quais surgiram dois de seus hits vieram da demanda do pessoal interno por aparelhos “que conseguissem operar e entender”: iPod  e iPhone. Tanto é que eles não são os primeiros MP3 Player e Smartphone, respectivamente. Mas a vontade de construir o aparelhos dos sonhos da equipe de design, de suprimentos, de marketing e principalmente do fundador da empresa foi a mola propulsora para o desenvolvimentos dos iGadgets. Com uma pitada de paixão pelo que faz e visão de mercado sim, mas baseados nas demandas internas.

– Pessoal se %$#@ com isso, vou fazer diferente e/ou melhor – Este é um clássico. Vou pegar o caso do You Tube, este site onde perdemos boa parte do nosso tempo (e se deixar, da produtividade) para buscar os vídeos mais interessantes do planeta.

Se você tiver memória, ou já entrava na net há 15 anos atrás, haviam poucos sites de streaming de vídeo. O negócio era subí-los integralmente para quem quiser baixa-los da mesma forma. Para tempos onde banda larga não existia nem no Vale do Silício direito, imagina como era a experiência para o usuário…

Foi quando os fundadores Chad Hurley e Steve Chen, de posse dos vídeos de uma noite de cervejas e besteiras com o pessoal da empresa (PayPal – outro caso semelhante de insatisfação com a experiência anterior) usou um servidor antigo, um aplicativo da Adobe e criou um domínio para compartilhar os vídeos da sua galera sem precisar do download. O resto é história, 18 meses e US$ 2 bilhões pagos pelo Google depois.

– 1 + 1 = 3 ou mais – talvez um dos modos mais criativos e ousados de empreender está na junção de dois conceitos aparentemente antagônicos para construir uma proposta de valor superior. Pode dar muito errado, mas quando acerta a forma é blockbuster.

Peguem o Porsche Cayenne. É necessária muita ousadia ao empreender um projeto de carro superesportivo off road numa tradicional empresa alemã. Mas o que parecia o encontro de dois conceitos completamente opostos tornou-se o produto mais vendido da montadora, ao ponto de fazer concorrentes como Land Rover, Nissan (Infiniti) e, pasmen, a Ferrari irem atrás de produtos semelhantes.

Quem diria que até a Ferrari se rendeu aos superesportivos de 4×4 e teria o seu. No caso o FF

Apresentando estes conceitos, desafio a você a pensar as seguintes questões:

– O que você realmente gosta, ao ponto de passar anos sem ganhar dinheiro algum apenas pelo prazer de fazer acontecer?

– Você consegue visualizar alguma coisa errada neste setor? Alguma empresa que está fazendo alguma coisa que não achas que é o mais adequado?

– Há algum setor da economia com problemas crônicos os quais você possui alguma habilidade ou plano de salvá-lo?

Mas antes de qualquer coisa, pergunte-se a si mesmo:

– Qual meu propósito de vida? Será que empreender é algo que vai agregar a mim, aos próximos e à sociedade?

– Qual o meu “tesão” por empreender? Por alguma paixão ou por mera oportunidade de mercado e/ou obtenção de capital?

– Estou disposto a passar por apertos financeiros e privações pessoais para correr atrás de criar um modelo de negócio ativo e com potencial de crescimento?

– Construir um legado é algo que realmente me interessa?

Se há respostas certas para estas perguntas? Não. Mas são elas que irão guiá-lo nesta primeira etapa do desafio de empreender.

E não fique constrangido de não saber responder no ato; sinal que estás evoluindo. Afinal o mundo não é feito de respostas – são as perguntas (e suas inquietações) que moldam a evolução e dão o lastro para o sucesso de cada um de nós.

Como escrever sobre os produtos e serviços de anunciante

Quem acha que escrever para o blog de um cliente é fácil está completamente errado. Além de ter que entender muito sobre o negócio é necessário saber sobre o público-alvo, e unir esses dois conhecimentos em busca de fazer com que os usuários se interessem pelas ofertas que a empresa quer enfatizar.

como escrever um artigo patrocinado

Portanto, como fazer isso de forma eficaz?

Primeiro, quando descrevemos algum produto ou serviço, o importante não é se focar nas características, mas sim nos benefícios de comprá-los. O que isso facilitaria, melhoraria, e encantaria na vida dos usuários? Ou seja, demonstrar o que realmente isso ajudaria na vida do indivíduo, e o porquê do investimento por parte deles.

Quando conseguimos extrair essa parte funcional, é possível alinhar com os desejos do cliente, buscando uma atração mais emocional.  Obter o seu público emocionalmente motivado é a chave do sucesso.

Portanto, o segundo grande passo é pesquisar sobre o mercado-alvo para aproveitar os verdadeiros desejos do seu público. Quando se entende o que eles querem, mais ligações você poderá fazer com os benefícios dos seus produtos e serviços e as reais necessidades dos clientes.

Se unir os reais benefícios, com as necessidades e desejos se torna muito mais interessante a compra dessas ofertas de forma que o cliente estará mais satisfeito e convencido que realmente precisa daquele serviço ou produto.

E vocês? Como atraem seus clientes por meio da blogosfera?

Como você se atualiza?

Um dos grandes desafios dos blogueiros é ter que estar sempre atualizado, certo? Afinal, quem vai acessar um blog quer saber sobre novidades, a opinião do blogueiro e ficar mais informado. Se o blog não tem postagens constantes ou o que é escrito é irrelevante, as pessoas vão desistir de acessá-lo. Ou vai dizer que você nunca desistiu de um blog por estes motivos?

acompanhe canais

E com tantas fontes disponíveis na web como manter-se atualizado dos fatos relevantes pro seu público? Como existe uma diversidade enorme de assuntos seria difícil selecionar canais para um ou outro, então destaco, abaixo, algumas dicas de como facilitar seu trabalho de atualização:

Use o Twitter Instagram a seu favor: encontre umas cinco pessoas influentes na sua área, veja quem elas seguem ou as listas que possuem (ou estão inseridas), selecione algumas e passe a acompanhar realmente o que falam sobre temas de seu interesse. Aliás, o Twitter é um dos melhores e ágeis canais pra se manter informado, localize o “@” de revistas e afins e não deixe seu Twitter esquecido, acesse sempre que possível, veja links e conversas que podem ser úteis.

O Reader também pode te ajudar: assine o RSS de diversos blogs e sites, é o jeito mais fácil de conseguir acompanhar tudo.

Participe de grupos de discussão: seja no Facebook ou qualquer outra plataforma de discussão, os grupos são ótimos para saber pontos de vista diferentes e ainda fazer um networking.

Assista palestras: em eventos ou no Youtube as possibilidades de acesso são várias. Palestras podem não ter tanto conteúdo necessariamente novo, mas certamente você vai aprender algo que ainda não sabia. Isso vale para livros também.

Dicas simples e objetivas que podem te ajudar bastante para ter uma boa bagagem de ideias e temas para seu próximo post. E você como se atualiza?