Mês: março 2019

Como escrever um artigo da maneira correta?

A resposta dessa pergunta não é bem simples de responder. Existem diversas formas de escrever para blogs e cada blogueiro, ou iniciante em blogs, acaba desenvolvendo seu próprio estilo com base no que ele vai escrever. Mas, é possível utilizar algumas regras simples e que são, ao mesmo tempo, bem importantes para o sucesso de um blog.

Defini 4 pequenas regras sobre como escrever um bom post com base em algumas perguntas que ouço por aí. Uma delas é quando  alguém diz “Eu não consigo escrever um post, como posso fazer isso?”. Bom, vamos lá:

Como escrever um artigo

Cada post com sua ideia

Quando iniciar um post, escreva em um pedaço de papel uma linha com umas 15 palavras sobre o que você vai falar naquele post (isso foi algo que inventei e que me ajuda bastante). Não tente escrever sobre diversas coisas em um post só, isso vai complicar seu raciocínio e do seu leitor.

Tudo está no título

Imagine quantas informações seus leitores recebem no e-mail, feed de blogs, Twitter, Facebook e outras Redes Sociais, pode ter certeza que são muitas informações. Se você não tem um bom título e focado na ideia principal do seu post, você vai perder muitos leitores.

Entre 400 e 600 palavras

Esta começando a blogar? Então, cuidado com textos muito longos. Tente manter seus posts entre 800 e 2000 palavras, com foco na sua ideia, como citei na primeira dica. Com posts rápidos e interessantes, seus leitores podem se interessar mais em seus artigos e com o tempo você pode aumentar a quantidade de palavras em seus textos.

Imagem ou vídeo?

Uma boa imagem vale mais que mil palavras. Isso é a pura verdade, mas no caso de posts em blogs isso pode ser trabalhado de duas formas. São elas:

  • Em textos muito longos, com até 600 palavras, insira em alguma área que represente bem o título e a ideia do seu post uma imagem que possa dar uma pausa na mente do seu leitor sem tirar o foco da ideia do artigo.
  • Se o seu post não vai ter tantas palavras assim, cuidado com as imagens. Elas podem fazer com que seu leitor leia rapidamente o texto e saia do blog. Nesse caso eu costumo utilizar alguns vídeos que possam representar a ideia do post. Como escrevo muito sobre Social Media, empreendedorismo e comunicação digital, acabo encontrando vídeos bem interessantes sobre casos de sucessos e reflexões de especialistas.

Acredito que a melhor dica é: Crie seu próprio estilo com foco no que seus leitores querem encontrar. Para isso, escreva, escreva e escreva.

A estratégia para identificar blogs relevantes

Então você precisa fazer aquela ação com blogueiros e convidá-los para um evento de lançamento. O cliente sabe que no meio digital tem muita gente que só é chamada por ser amiga do amigo, e por isso quer uma explicação detalhada sobre o fechamento do mailing, afinal, o argumento simples de que o fulano é relevante porque o site tem 50 mil visitas únicas diárias é – digamos – “superficial”.

blogs relevantes

Pode acreditar, a cena que descrevi no abre desse post se já não aconteceu, vai rolar em muito breve contigo. E antes que sua equipe fique de calça curta, que tal discutir um pouco de metodologia prática para definir relevância de blogs?

Apesar de parecer pomposo, definir aspectos para uma metodologia requer um investimento muito maior de tempo do que budget. Até porque a maior parte das ferramentas a serem utilizadas são gratuitas. E mesmo que estejamos falando de uma certa subjetividade, eu digo que para ter um bom mailing de blogs é preciso tempo e massa analítica.

Cinco ações para analisar um blog

Muitas variáveis podem fazer parte desse levantamento. Tudo depende de qual “corrente estratégica” você é adepto. A minha é a do Inbound Marketing, onde aspectos ligados a relevância de conteúdo, SEO e impacto em redes sociais são essenciais. Por isso, ao incluir um blog na minha lista, aspectos como inlinks, perfis e interação com o público terão peso importante na análise.

Mas independentemente do que você acredita, levantei cinco ações que considero essenciais para você desenvolver. Vamos a elas:

– Relevância de conteúdo: não basta ser um top blogueiro, ele precisa ter conteúdo diferenciado para o público de interesse do cliente. Logo, é importante levantar como ele fala do referido mercado, qual a opinião que ele tem acerca do produto, marca ou serviço.

– Ranking e links: utilizando ferramentas de pagerank e de inlinks, é possível ter números importantes de preocupação com construção de conteúdo, influência na rede e teia de contatos e relacionamento.

– Redes Sociais: eis um ponto crucial, pois quando falamos de Inbound Marketing estamos tomando como uma das bases primárias da estratégia a capacidade de ver o conteúdo gerado espalhado pela Mídia Social. O que, consequentemente, gera bom posicionamento do mesmo nos buscadores. Além disso, é importante avaliar como os canais trabalham em prol de discussões complementares ao que é postado nos posts.

– Klout Pessoal: mesmo que todo índice de relevância seja “manipulável”,  considero o Klout, da HubSpot, a melhor ferramenta de análise do mercado. Gratuita, ela é a que leva em consideração o maior número de redes, tendo inserido recentemente o YouTube, Last.FM, Tumblr, Blogger, Instagram e Flickr, além de já ter na sua base Twitter, Facebook e Linkedin.

– Profissionalismo: pouca gente se atenta para esse ponto, mas tomar cuidados com isso pode evitar dor de cabeça, principalmente se você envolverá no contato algum tipo de relação comercial. Midia Kit, pessoa jurídica e recomendação de mercado são apenas alguns dos pontos importantes. Entretanto, é preciso entender mesmo que quando falamos da relação agência x blogueiro, temos de pensar no cliente e no sucesso da estratégia e não na boquinha para um coleguinha ou uma ação de uma-mão-lava-a-outra. Isso faz a diferença entre manter a rodinha de amigos e ganhar relevância real num mercado tão competitivo como o que vivemos hoje em dia.

6 Dicas e ideias criativas para seu próximo post

Quando Blogamos, sabemos muito bem que não é tão simples escrever um bom post. Citei um dia desses que um post leva uns 5 minutos para ser escrito. Eu me equivoquei completamente. Um bom post pode levar alguns minutos e, até, algumas horas. Exige pesquisa, conhecimento sobre o assunto e criatividade.

ideias criativas para seu próximo post

Aprendi, nesses quase 3 anos blogando, algumas formas de iniciar posts novos.

Vou compartilhar com vocês:

Ah, essas dicas servem tanto para blogueiros profissionais, como para blogs corporativos.

1. Escreva guias!
Um guia é uma excelente forma de ensinar suas habilidades ou estratégias sobre um determinado assunto. Elas têm posicionam como um líder de mercado e de pensamento quando você posiciona informações úteis. Faz com que você ganhe confiança em seu mercado e segmento.

2. Crie listas!
Criar listas, como esta que escrevi (e que vocês está lendo), são uma ótima forma de escrever conteúdo rápido, instrutivo e interessante para seu leitor. Ler listas é algo que muita gente faz, não é chato e ela pode selecionar o que realmente quer ler nas Top 10 dicas, por exemplo.

Aliás, você sabe por que criam listas com 10 itens? Não? Conte os dedos da sua mão e terá uma idéia. É mais e podemos contar nas mãos qual dica foi mais interessante. Memorizamos melhor.

3. Fotos e vídeos são legais
Conteúdo multimídia é o que há! Insira posts com fotos, imagens, quadrinhos e, principalmente, vídeos. Se possível, tente criar seus próprios vídeos com algumas dicas. Olhe um exemplo que criamos no blog da agência da qual sou sócio.

4. Faça entrevistas!
Sempre tem alguém do mercado ou da área em que você atua ou em que se propõe a escrever em seu blog que é uma pessoa/personalidade importante e que muita gente gostaria de ler sua história ou idéia. Pronto! Faça uma entrevista com essas pessoas e publique em seu blog. Além de ter um ótimo conteúdo, você fará novas amizades com pessoas importantes.

5. Tenha colaboradores
Essa foi a principal razão pela qual criei o Coletivo Mídia Boom. Sua opinião não é sempre e mais correta. Tenha um canal onde seus parceiros, amigos, clientes e, porque não, seus concorrentes possam disseminar conteúdo. Entenda que compartilhar conteúdo é algo fantástico e trás ótimos benefícios para todos.

Veja o exemplo. Eu sou colaborador do Café com Blogueiros.

6. Não gosta de escrever? Fale!
Crie um podcast em seu blog. Se você tem dificuldades em escrever sobre suas idéias, dicas, listas e criar entrevistas, então crie um podcast em seu blog. Crie uma forma simples de dar suas opiniões e conhecimento através de áudio. As pessoas irão adorar, pode ter certeza.

Blogar não é difícil. Contanto que você tenha a certeza que pode as sabe escrever ou falar sobre o assunto que se propõe a disseminar como conteúdo, tudo se tornará mais fácil e trará grandes benefícios.

O que você achou dessas dicas? Tem algumas para compartilhar conosco?

Ah, bons posts!

Como Usar Fontes do Google Web Fonts na Estilização do Seu Blog

Antes era complicado exibir fontes externas em web design. Além da pouca variedade com permissão de uso na internet, precisava-se criar um arquivo a partir da fonte, no formato .eot, para correta visualização em certos navegadores. Isso sem contar a parte de CSS para criar a estilização.

Como Usar Fontes do Google Web

Fontes externas são aquelas que o visitante da página não tem no próprio computador. Se você usar, por exemplo, a Helvetica em algum estilo no seu blog e o visitante não a tiver instalada, o navegador aplicará outra fonte ali, mudando o design original que você planejou. Dependendo da situação, pode alterar totalmente a formatação da página e até torná-la ilegível, em casos de grande variação de tamanho entre a que deveria ser exibida e a que foi usada em substituição.

Mais recentemente, a vida dos designers web foi facilitada com sites como Fontsquirrel, que oferece centenas de pacotes com todo o kit para o @font-face, regra responsável por tornar a fonte aplicável através da propriedade font-family. No arquivo já estão incluídos diferentes formatos da fonte, para total compatibilidade com os navegadores atuais e até a regra em CSS para aplicá-la.

Mas se você mesmo assim não consegue usar fontes externas porque não tem conhecimento algum de estilização, o Google (sempre ele) oferece uma grande facilidade, o Web Fonts. É uma coleção de fontes para web, onde basta copiar o código fornecido lá e aplicar em seu blog ou site para usá-las, sem maiores complicações como envio de arquivos para seu servidor.

Veja como é simples de usar. Vamos supor que você gostou da fonte Press Start 2P, que quase ninguém tem instalada – mas isso não será problema, pois ela será carregada do arquivo do Google.

Google Web Fonts

1 – Escolha de estilos. Algumas fontes terão vários estilos próprios, como versões em itálico, negrito, leve… se quiser usar muitos deles, vá marcando as caixas. Quanto mais estilos usar, mais fontes serão carregadas, o que vai causar uma pequena perda no tempo de carregamento do blog; logo, se só pretende usar uma versão, carregue apenas ela. Veja o item 5.

2 – Conjunto de caracteres. Dependendo do idioma do site ou blog, pode ser preciso usar caracteres mais extensos. Em condições normais, apenas o Latin é suficiente.

3 – Código. Basta copiar o código fornecido e colá-lo no seu blog. O melhor lugar para fazer isso é dentro da seção <head>, assim a fonte será carregada logo no começo.

Na guia @import, você consegue um trecho de CSS que vai importar a fonte direto pela folha de estilos. Se nenhuma das opções funcionar, ainda resta o código em Javascript.

4 – Integrando a fonte ao blog. É o trecho de estilização que chama a fonte para funcionar; basta colar isso na sua folha de estilos e usar a font-family onde quiser. Por exemplo, se quiser todos os cabeçalhos h1 com aquela fonte, use:

5 – Tempo de carregamento. Quanto mais próximo do vermelho estiver o “velocímetro”, mais aquela fonte vai pesar no carregamento da página que a usa. Então, lembre-se de usar web fonts com moderação para não deixar seu blog lerdo.

Estilização do Seu Blog

Muito simples. Só não saia usando todas as fontes que encontrar, ou o reflexo no tempo de carregamento do blog será cruel. É pra ser apreciado com moderação, muita moderação.

Clicando em Pop-Out, você abre uma janela que exibe todos os caracteres disponíveis na fonte. Isso é importante, pois se ela não tiver acentos e cedilha, apresentará erros com textos em português. Se for o caso, escolha outra fonte.

Moderar Comentários: Um Mal Necessário

Tempos atrás houve um movimento entre os blogs, sugerindo que deixar os comentários liberados (aparecer publicamente assim que postados, com moderação posterior) seria uma boa prática, como incentivo aos comentaristas. Alguns blog grandes adotam esse método. Embora seja mais interessante para o visitante ver sua participação publicada logo, pode ser um problema, a não ser que você tenha uma equipe para monitorar os comentários com frequência, ou faça você mesmo isso ao longo do dia – algo que nem todos podem se dar ao luxo.

Como Moderar Comentários

A questão está no mau uso por parte de uma minoria, que acaba comprometendo o serviço todo. Mesmo que o WordPress ofereça sistemas de moderação automática, que retém comentários vindos de determinados IPs ou que contenham palavras pré-selecionadas, você pode ser surpreendido por ondas de spam que não sejam pegos pelo Akismet, ou pior: comentários ofensivos, que podem se transformar numa dor de cabeça maior.

Responsabilidade sobre comentários: do autor ou do blog?

Como dono de um espaço que foi aberto espontaneamente para discussão, o dono do blog pode ser responsabilizado pelo conteúdo dos comentários. Mesmo que você deixe claro em sua página de políticas de comentários que “os comentários não expressam a opinião do blog” (como alguns fazem), é preciso notar que a opinião só foi publicada ali porque nós demos voz e público a ela.

Em blogs com baixo número de comentários, é muito simples resolver: basta seguir ao painel de controle do seu blog, na opção Configurações > Discussão, e marcar a caixa “Um administrador tem sempre que aprovar o comentário”. Assim, todos eles deverão ser aprovados pelo editor ou dono do blog antes de aparecer publicamente.

Na caixa mais abaixo da anterior, você pode fazer o mesmo, desviando o comentário para a lista de spam.

Uma última solução, caso você tenha muitos comentários e não dê conta de verificar todos, é desativá-los, uma medida extrema e que vai matar uma das principais características de um blog, que é a discussão.

Porque somos responsáveis?

É claro que ter um blog com espaço para comentários, está envolvido um risco natural. Ao publicar o comentário (moderado, ou permitindo que ele apareça sem moderação), o autor / responsável pelo blog assume todos os riscos como publicador daquele texto, mesmo que não concorde com ele.

Comentários

Há casos na justiça brasileira (como você pode ver no artigo citado acima), em que o dono do blog acabou sendo responsabilizado (responsabilidade objetiva – – independente de culpa). Mesmo a possibilidade de identificar o autor do comentário pelo IP não isentaria o dono / responsável pelo blog de sua parte de culpa: ter dado espaço àquele comentário.

Então, tenha muita cautela ao aceitar comentários para não criar uma armadilha pra si mesmo. Depois não vai adiantar dizer que o culpado é o comentarista.

Você Está Preparado Para Ter (e Cuidar de) um Blog?

Este é o primeiro artigo do Blog Aprendiz, e para seguir uma linha de raciocínio útil aos leitores, partindo dos princípios mais básicos, resolvi falar de forma resumida sobre temas que costumam confundir iniciantes no web design e blogging: ter um blog é fácil? Qualquer um pode ter? Dá pra ganhar dinheiro com isso? Ou será melhor fazer um site? E a diferença entre eles?

Preparado Para Ter um blog

O termo blog veio de weblog, algo como um registro na rede. A estrutura de um blog é diferente de um site estático (conteúdo fixo), possibilitando ao dono (ou escritores) escrever e adicionar imagens, vídeos, e muitos outros tipos de conteúdo, na frequência que quiser. Se lhe apetecer, pode postar (criar postagens) diariamente, ou de hora em hora, ou a cada três dias, uma vez por mês…

Seus leitores poderão interagir com você através de comentários, tornando a experiência de ambos muito mais rica do que em sites tradicionais, como se viam no início dos anos 2000 – na verdade, os blogs ganharam tanta força que mesmo grandes corporações hoje têm blogs, muitos inclusive usando a plataforma WordPress, que é a usada e será mais discutida aqui no Blog Aprendiz. Toda a estrutura é automatizada, e geralmente o escritor não precisa saber escrever uma linha de código sequer para manter seu blog – embora seja recomendável que conheça o básico, para não depender de outras pessoas a cada simples tarefa ou manutenção.

Quando as primeiras formas de blog começaram a ganhar popularidade, o modelo mais comum era o de “diário online”, algo totalmente em desuso, especialmente para quem tem pretensões maiores com seu blog, como ganhar dinheiro e alguma popularidade – a não ser que você seja uma grande celebridade, cuja vida desperte interesse nas pessoas. Seria um desperdício de ferramenta se esse jeito de blogar ainda fosse corriqueiro, já que o potencial de criação e distribuição de informações pertinentes através dela é enorme.

Ferramentas

Existem inúmeras formas de se começar um blog, inclusive muitas totalmente gratuitas, como o Blogger, o WordPress.com e o Tumblr, a maioria delas bastante fácil de usar, permitindo que alguém sem experiência alguma consiga criar um blog com um mínimo de aprendizado. No entanto, é preciso ter em mente que pretensões maiores, exigirão esforços maiores, como gastos, estudo e dedicação.

Como cuidar de um Blog

Site ou Blog?

Embora ambos sejam feitos com os mesmos tipos de linguagem de programação (html, php, asp, javascript, etc), a maior diferença entre eles está na estrutura e apresentação. Enquanto um site geralmente representa uma empresa, instituição, os blogs costumam ter caráter mais pessoal – embora isto não seja uma verdade absoluta; muitas empresas preferem blogs para manter uma relação mais direta com clientes e funcionários.

Os sites são mais “estáticos”, com páginas atualizadas apenas quando necessário, enquanto os blogs recebem atualizações e novas páginas com frequência. Pode-se dizer que os blogs seriam algo como “versões mais ágeis e pessoais dos sites”.

Qualquer um pode ter? É fácil?

Claro que sim, basta ter disposição para escrever e postar conteúdos com frequência. Mesmo sem conhecer programação, basta estar habituado às práticas comuns da internet (como fazer cadastros em sites, gerar senhas, usar redes sociais, postar comentários e respostas, etc) para começar a blogar em qualquer plataforma grátis.

Você tem Twitter? Ele já é uma forma de blog (microblogging, como ficou conhecido). Não é tão diferente com outras plataformas.

Fácil é fator variável. Afinal, o que é fácil para um, pode ser muito custoso para outro. Se você gosta de computadores, de redes sociais, de divulgar informações, compartilhar conteúdos, de digitar, pesquisar e especialmente, se é paciente o bastante para ver algo desenvolver-se lentamente, ter um blog é pra você.

Por outro lado, se quer resultados rápidos, e jamais abriria mão de algo para passar alguma horas em frente ao seu computador escrevendo para outras pessoas, é melhor começar a pensar em outro passatempo ou ocupação. Alguns blogueiros determinados a conseguir sucesso são capazes de passar várias horas por dia ao computador, e em casos de blogs iniciantes, não é difícil encontrar quem fique até 10 ou mais horas por dia trabalhando (não que isto seja muito saudável, mas alguns sacrifícios podem ser urgentes; se não aguenta,  desista antes de começar).

Dinheiro? Alguém Ganha Dinheiro com Isso?!

Não só há quem ganhe dinheiro, mas um bom dinheiro. Alguns blogueiros profissionais deixam o mercado formal para dedicarem-se integralmente ao blog, conseguindo valores mensais muitíssimo acima de salários pagos aos profissionais de informática como professores, instrutores e técnicos.

Blog Pago

Por exemplo, o Criar Sites, do Celso Lemes – não é meu parente, antes que perguntem :biggrin: – é um dos mais conhecidos metablogs, e trata abertamente ao falar de ganhos, divulgando inclusive balanços mensais de suas despesas e lucros com o blog. Outros blogueiros (gringos e nacionais) chegam a conseguir valores acima de dezena de milhares de Reais por mês.

Será fácil alcançar isso? “Ah, mas é só ficar sentando ao computador o dia todo, sem fazer nada, escrevendo e ganhando dinheiro!” Claro que não, mas está ao alcance de qualquer um: basta dedicar-se, tem paciência para colher os frutos e buscar aperfeiçoamento constante.

E para quem não pretende ganhar dinheiro, querendo apenas um canal de interação com as pessoas, divulgar um hobby, etc, ter e manter um blog pode ser ainda mais simples.

Nos próximos posts, vamos continuar aprofundando a discussão sobre a criação de blogs, ensinando os primeiros passos para quem precisa começar do zero, e compartilhando informações adquiridas ao longo do tempo em minhas experiências com blogs

Blog Grátis, Blog Pago… Qual a Melhor Opção?

Dizem que “de graça, até injeção na testa”. Mas alguém acredita mesmo que, num serviço totalmente gratuito, a qualidade seja comparável – ou ao menos similar – a de um serviço pago? É claro que não! Então, antes de começar a criar blogs, deve-se ter em conta diversos fatores. Eles determinarão se você pode contar apenas com uma ferramenta grátis para criar seu blog, ou se suas necessidade vão além.

Opção de Blog Grátis

Serviços gratuitos sempre existiram, e provavelmente sempre existirão – na verdade, é óbvio que nada têm de gratuitos, pois bancam seu custos com exibição de propaganda e divulgação de serviços diversos, ou da própria marca. No entanto, é preciso ter consciência de que, ao utilizar algo sem pagar, você não terá qualquer direito a fazer reclamações, pedidos e até mesmo a ter acesso aos conteúdos que venha a criar. Isto para não contar que, num caso extremo, poderá perder meses de trabalho em um piscar de olhos – basta que o servidor grátis, por exemplo, resolva fechar as portas, sem aviso prévio, levando suas preciosas publicações…

Para iniciar e manter um blog, vários serviços podem (ou não) ser pagos:

Domínio

O domínio, para os leigos, é o endereço do seu futuro blog – aquela coisa formada geralmente por www.nomedoseublog.com ou www.nomedoseublog.com.br, entre outras variações. Se estiver usando um serviço de blog grátis, você poderá ter um domínio automaticamente. O WordPress gratuito, por exemplo, oferece blogs com a extensão wordpress.com; o Blogger, usa o blogspot.com. Cada plataforma tem seu próprio domínio, e usando as gratuitas, você terá obrigatoriamente que usar estes domínios também.

Ou seja, o endereço de seu blog não será www.nomedoseublog.com.br (ou similar), e sim algo como nomedoseublog.blogspot.com (Blogger) ou nomedoseublog.wordpress.com (WordPress gratuito) ou nomedoseublog.tumblr.com (Tumblr). Isto pode ser um inconveniente caso você queira algo mais personalizado, ou mais próximo do padrão .com.br.

Neste caso, você terá que adquirir um domínio pago (isto se a plataforma der suporte a domínios pagos). O custo gira em torno de R$25,00.

Vale notar também que ter um domínio próprio, pago, eleva a credibilidade do blog, já que diariamente são criados milhares de blogs que não passam de testes ou pior: blogs de spam ou conteúdos inapropriados, que sempre usam domínios grátis. Nesse caso, mesmo que seu blog seja excelente, fica prejudicado pela “má-companhia”, reduzindo a relevância dele perante motores de busca e na blogosfera de modo geral.

Hospedagem

A hospedagem é o “lugar” onde os arquivos de seu blog ficarão armazenados, e de onde serão acessados por seus visitantes – ou seja, compreende o armazenamento e acesso dos arquivos. Ferramentas gratuitas, claro, não cobram nada pela hospedagem, mas colocam algumas limitações – nada muito diferente de hospedagens pagas de baixo custo; além de oferecer menos recursos de forma geral.

A Melhor Opção de blog gratis

Que legal, então não preciso gastar com hospedagem também“. Sim, desde que seus projetos não sejam de grande importância. Isto porque, confiando seus conteúdos a um servidor gratuito, você poderá não ter acesso a alguns deles, ou até perdê-los. Suponhamos que seu blog com mais de mil posts caia na “malha fina” e seja identificado erroneamente como blog de pirataria. O que pode acontecer é o banimento do seu precioso blog, e para recuperar tudo, pode ser bem complicado… Além disso, alguns tipos de arquivo podem não ser aceitos em certas plataformas gratuitas, o que não acontece em hospedagens pagas.

Além disso tudo, está o fator largura de banda, que nada mais é senão o quanto seu blog poderá transmitir de dados mensalmente para os visitantes. O wordpress.com, blogspot, Tumblr, entre outros, não costumam apresentar problemas, mas no caso de hospedagens próprias de baixíssimo custo, o risco de ficar na mão é real. Então, é bom pagar um pouquinho a mais, e procurar empresas que outros usuários tenham recomendado.

Melhorias (Temas, Plugins)

O wordpress e blogspot oferecem temas e plugins gratuitos, mas em quantidade reduzida em relação às opções pagas. O WordPress, por exemplo, conta com uma galeria de temas na ordem da centena, contra milhares no WordPress pago. Com os plugins não é diferente. É de se esperar que, naturalmente, pagando, tenha-se bem mais opções do que na versão grátis.

Manutenção

Outros gastos, como manutenção do blog (como fazer se acontecer um bug e você não conseguir resolver de jeito nenhum? Jogar o blog fora e começar outro ou pedir ajuda de um profissional?), podem ocorrer casualmente, mas se você tiver bons conhecimentos de programação de sites e blogs, o que inclui HTML, PHP, Javascript, etc, estes custos podem ser muito reduzidos ou zero.

Falando de dinheiro, estes são os principais gastos que você pode ter se escolher serviços pagos ou grátis.

Mas Qual Escolher, Afinal?

Como disse, isso vai depender do que você quer para seu blog. Que tipo de pretensões tem sobre o futuro dele? Ser um pro, com milhares de visitas diárias, ganhando dinheiro e vendendo produtos e serviços, ou só passar o tempo, escrevendo por diversão, sem nenhum compromisso? Dificilmente alguém quer gastar com algo que não tem futuro ou que é só “lazer”, ainda mais se houver uma opção grátis, mesmo que de qualidade duvidosa.

Lembre-se que grande projetos começaram com pretensões bastante modestas. De repente, o blog que você fez para compartilhar informações com um grupo de amigos, cai no gosto de muita gente e logo você se vê diante de muito mais visitas do que estava estruturado  para ter – e começam os problemas com servidor, blog fora do ar, spam às centenas… Aí, uma ferramenta grátis certamente não será o suficiente.

Se você ao menos quer ter um blog respeitável, com sólidas perspectivas de crescimento, e principalmente, se já tem alguma experiência com blogs, a melhor opção é usar ferramentas pagas – elas lhe darão toda a segurança e conforto que precisa para crescer. Isso, somado à dedicação no trabalho e no contante aprendizado, poderá levar seu blog às alturas.

Se por outro lado, está em sua primeira investida no campo, tem pouquíssima experiência no assunto e na informática de modo geral, se o blog não é tão importante (você não teria um grande problema se perdesse o blog de repente), então a gratuidade pode ajudar com o aprendizado que você precisa para, num futuro breve, partir para planos maiores.

Como usuário de WordPress, sempre vou recomendar esta plataforma como a melhor para criar seu blog, seja ele gratuito ou pago. Para saber um pouco mais sobre o assunto, recomendo que leia meu outro artigo, publicado em meu outro blog, o Tutoriart: Diferenças Entre WordPress.com e .Org.

Em breve, vou aprofundar a comparação entre as plataformas de blog por aqui. Por enquanto é isso. Se tiverem opiniões,